Por que as bets se tornaram tóxicas e por que governo já aperta a fiscalização temendo sanção de fintechs do governo Trump

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Por que as bets se tornaram tóxicas e por que governo já aperta a fiscalização temendo sanção de fintechs do governo Trump


BC e Fazenda mudaram o acompanhamento das empresas dos dois setores pelo risco de contato com o CV ou com o PCC, ampliando o risco financeiro.

Por

JC


Publicado em 10/07/2026 às 0:05


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A decisão do governo Trump de listar o CV e o PCC como organizações produziu, em apenas um mês, um impacto tão devastador no Banco Central que seria difícil de imaginar quando no governo Jair Bolsonaro, o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, estimulou a criação das fintechs como forma de bancarização digital, ampliação da oferta de crédito e redução dos custos de capital de giro nas empresas através do uso do PIX.

No seu mandato à frente do BC, Campos Neto turbinou as providências que nos trouxeram o PIX, mas ajudou a criar um ecossistema de fintechs focadas em serviços bancários que, num primeiro momento, ajudou a facilitar o pagamento de boletos, mas, a seguir, evoluiu para serviços de microcrédito e crédito, seguros e novos produtos. Hoje, há 3.650 startups distribuídas por 424 cidades brasileiras, das quais 318 são fintechs.

Lavagem de dinheiro

Os problemas começaram quando o crime organizado viu nas fintechs um canal de lavagem de seus lucros e também habilitou empresas junto ao BC com objetivos de apenas atuar no mercado.
Inicialmente, essas empresas se apresentavam como financeiras que recebiam, como qualquer startup, um aporte de recursos de um investidor anjo e passavam a emprestar dinheiro com taxas bem menores e menos exigências do que os bancos comerciais.

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Divulgação

Bets vem gerando alerta para a saúde financeira das famílias. – Divulgação

Crédito barato

Em 2025, o volume de crédito concedido pelas fintechs somou R$ 53,8 bilhões, que, mesmo sendo muito pequeno, ajuda milhares de empresas, mas, essencialmente, 95 milhões de pessoas.
Os problemas começaram quando a Polícia Federal identificou conexões e, a seguir, conexões também com as bets.

Caixa de apoio

Na verdade, muitas startups passaram a ser a retaguarda das fintechs em conjunto com as bets, já que o fluxo de capital é exponencial e elas podem, numa ponta, ter caixa para seguir como bets e fazer investimentos legais e, na outra, serem agentes de crédito de milhares de empresas sem ter que estar vinculadas ao crime.

Mas o volume de dinheiro das bets acabou chamando a atenção na hora da disputa de mercado. Em 2025 elas operarão R$ 37 bilhões, além dos prêmios pagos com uma rentabilidade altíssima devido ao mercado brasileiro.

Bet é startup

Tecnicamente, uma bet é uma startup que opera um sistema de apostas de baixa complexidade, ancorado em plataformas que não exigem muita tecnologia, além das medidas de segurança de seus sistemas e dos dados dos apostadores.

Já as fintechs precisam desenvolver produtos mais competitivos que os bancos de modo a remunerar o capital dos investidores e fazer isso com mais segurança de retorno. O problema é quando uma bet se junta com uma fintech que é controlada pelo crime organizado.

Risco real

Aí, o lucro vira caso de polícia, com risco de sanção do governo americano há um mês.
O fato do governo Lula da Silva notificar 37 fintechs suspeitas de movimentar dinheiro de bets ilegais no Brasil para bloquear os recursos ilegais e confiscá-los para os cofres da União é um indício importante.
Em junho, o governo já havia identificado a atuação dessas empresas, que movimentaram transações de 160 casas de apostas ilegais e mais de 40 mil sites ligados a elas. No total, mais de 54 mil sites irregulares foram derrubados.

Olho nas fintechs

O Banco Central também está apertando as fintechs. Desde março elas, passaram a ser obrigadas em 14 controles mínimos, incluindo autenticação forte, criptografia, prevenção e detecção de intrusões, proteção contra vazamento de dados, rastreabilidade de acessos

Também são obrigados a fazer backup, gestão de vulnerabilidades, hardening de sistemas, proteção de rede, gestão de certificados digitais, requisitos específicos para integrações via APIs e inteligência cibernética com monitoramento contínuo da internet, deep web e dark web.


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Associações como a Zetta, Abpag, Abranet, Acrefi, Ab Fintechs, Abcd, Pagos e Abbas se sentem traidas pelo Governo Lula. – Divulgação

Medo tributário

Isso custa caro. Tanto que as associações Zetta, Abipag, Abranet, Abfintechs, ABCD e Pagos protestaram contra aumentos da carga tributária para as fintechs como medida compensatória para a possível revogação do Decreto 12.466/25, que elevou as alíquotas do IOF.

E lembram que a entrada das fintechs reduziu a concentração do mercado de cartões de crédito e crédito pessoal. A participação dos cinco maiores agentes caiu de quase 80% para menos de 60% em 2023.

Fator CV e PCC

A questão é que, com a inclusão do CV e do PCC na lista de instituições terroristas, o acompanhamento das fintechs mudou completamente, porque, se existe uma porta por onde o crime pode entrar, seria por meio de uma fintech controlada pelo crime.

Isso obrigou não apenas o BC, mas também o próprio governo, através da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), e a Receita Federal a monitorar com muito mais atenção as bets, porque, com a nova condição do CV e do PCC, há risco real de que alguma dessas empresas legalmente operando no Brasil possa, em algum momento, ter conexão com o crime.

Executivo punido

Não por acaso, um grande banco convidou “gentilmente” um executivo de um beta no Brasil a encerrar sua conta pessoal, como denunciou o CEO da Ana Gaming (dona de bets como a 7K Bet), Marco Túlio Oliveira. Ele não será o único.

Rolando dívidas

A prática de utilizar um crédito para quitar outro é quase geral entre os inadimplentes de acordo com o levantamento da CNDL, SPC Brasil e a Offerwise Pesquisas apontou que 81% dos consumidores nessa situação admitiram ter “pedalado” dívidas no último ano, recorrendo a limites de cartão de crédito, cheque especial ou novos empréstimos para cobrir compromissos anteriores.

Do grupo, 25% declararam fazer isso mensalmente para tentar manter o orçamento em dia; 37% utilizam ocasionalmente e 19% somente em emergências extremas.


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Burnout o custo do silêncio. – Divulgação

Crise mental

Pesquisa inédita realizada pela Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), em parceria com o Instituto Axxus, revelou que 81,9% das pessoas diagnosticadas com transtornos mentais apontam que os problemas financeiros tiveram participação relevante, em algum grau, no desenvolvimento ou agravamento de seu quadro psicológico.

O levantamento ouviu 1.000 brasileiros de todas as regiões do país com diagnóstico formal de ansiedade, depressão, estresse crônico ou síndrome de burnout. Os resultados mostram que, para 27,1% dos entrevistados, as dificuldades financeiras foram a causa exclusiva do adoecimento mental. Outros 32,4% afirmaram que elas representaram a causa predominante entre diversos fatores envolvidos. Já 22,4% apontaram as finanças como uma das principais causas de seus problemas emocionais.


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São Paulo terá maior feira de PET da América Latina – Divulgação

Mundo PET

De 12 a 14 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, PET South America, principal feira de negócios do setor pet da América Latina. O mercado pet brasileiro segue em alta, com perspectiva de crescimento de 9,6% em 2026, segundo a ABINPET.

O Petfood Forum Brasil, encontro internacional voltado exclusivamente à indústria de alimentos para animais de estimação. E o PET Creche Summit é focado em quatro pilares do setor: gestão, operação, bem-estar e saúde animal.

Medicina reprodutiva

De 9 a 12 de setembro, o Recife sedia o 30º Congresso de Reprodução Assistida liderado pela médica Altina Castelo Branco, que presidirá o encontro. O congresso reforça o protagonismo de Pernambuco na medicina reprodutiva do Norte e Nordeste.

Um dos temas aguardados será o Direito pelo SUS (PL 1508/2024) aos serviços de reprodução e preservação de fertilidade para mulheres em tratamento oncológico ou com endometriose.

Mulheres

Entre os mais de 20 mil colaboradores da MRV&CO, as mulheres já ocupam 45,1% dos cargos de liderança da companhia, percentual superior à média nacional de 39%, segundo dados do IBGE. Na última década, a MRV registrou crescimento de 64,5% no número de engenheiras contratadas e de 306,5% na quantidade de analistas.


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CPRH recebe premiação em São Paulo – Divulgação

Prêmio da CPRH

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) conquistou, em São Paulo, o Prêmio MapBiomas 2026 na categoria Combate ao Desmatamento, em reconhecimento ao uso da plataforma MapBiomas Alerta nas ações de fiscalização ambiental durante a operação “Caatinga Resiste”, em Pernambuco.

Desde 2023, a CPRH utiliza a plataforma para fortalecer o monitoramento ambiental, contribuindo para a redução do desmatamento nos biomas Caatinga e Mata Atlântica, além de dar mais agilidade ao atendimento de denúncias e maior precisão às ações de fiscalização.






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