De acordo com o comunicado oficial emitido pelo governo americano, a operação militar foi autorizada diretamente pela Casa Branca contra Teerã
JC
Publicado em 08/07/2026 às 21:35
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*Com Estadão Conteúdo
O Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom) confirmou a realização de novos bombardeios contra cidades litorâneas do Irã. A ofensiva militar ocorre em um momento de acentuada deterioração diplomática, poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do acordo de paz anteriormente estabelecido entre as duas nações.
De acordo com o comunicado oficial emitido pelo governo americano, a operação militar foi autorizada diretamente pela Casa Branca com o objetivo de reduzir a capacidade operacional de Teerã e garantir a segurança das rotas marítimas. Os EUA justificam a ação como uma resposta direta a supostas agressões iranianas recentes contra três navios comerciais e suas respectivas tripulações civis no Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo.
Relatos provenientes da imprensa local iraniana indicam que fortes explosões foram registradas em múltiplos da costa, afetando localidades como Jask, Bushehr, Bandar Abbas, Sirik e a ilha de Abu Musa. A televisão estatal do Irã reportou danos severos à infraestrutura civil, incluindo o corte de energia elétrica na região litorânea e avarias em uma torre de controle marítimo. Também foi denunciado que estilhaços de projéteis atingiram um hospital na cidade de Chabahar, embora ainda não haja um balanço oficial sobre o número de vítimas.
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Em pronunciamento à imprensa e por meio de publicações em redes sociais, o presidente Donald Trump adotou uma postura incisiva, classificando os bombardeios como um ato legítimo de retaliação e ameaçando intensificar a campanha militar caso haja novos episódios de hostilidade por parte do Irã. Paralelamente, o líder americano proferiu duras críticas pessoais à liderança iraniana.
A reação de Teerã foi imediata. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, rechaçou as declarações de Trump, afirmando que o país não se curvará a insultos e prometerá responder com ações firmes e corajosas. Fontes ligadas às forças militares iranianas já sinalizam que as tropas do país permanecem em estado de alerta e prontas para uma eventual contraofensiva massiva voltada a bases militares americanas estabelecidas na região do Oriente Médio.
IMPACTO MUNDIAL
Os preços do barril de petróleo voltaram a subir com força ontem, atingindo seu maior patamar em três semanas, depois que o presidente Donald Trump anunciou o fim do cessar-fogo com o Irã. Principal referência mundial, o petróleo Brent para entrega em setembro avançou 5,2%, a US$ 78,02 por barril, enquanto o WTI (parâmetro para o mercado americano) para agosto foi a US$ 73,52, o que representou uma alta de 4,37% no dia. Em ambos os casos, são as maiores cotações desde 22 de junho.
Com a volta das ofensivas entre EUA e Irã, o governo Lula deve esperar mais um pouco para reavaliar o fim do subsídio que havia sido anunciado para a gasolina, bem como para retirar totalmente o subsídio para o diesel, segundo pessoas próximas ao tema. Ao contrário, se a commodity voltar a patamares mais elevados, como ocorreu em abril, a subvenção ao diesel pode ser ajustada novamente.













