Raquel Lyra entra em negociação para destravar impasse na União Progressista pelo Senado em Pernambuco

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Raquel Lyra entra em negociação para destravar impasse na União Progressista pelo Senado em Pernambuco


Governadora se reuniu com os copresidentes Ciro Nogueira e Antonio de Rueda, em Brasília, para buscar consenso sobre vaga na chapa


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*Com informações de Terezinha Nunes, para o Blog Dellas

A governadora Raquel Lyra (PSD) entrou pessoalmente na articulação para tentar destravar o impasse em torno da candidatura ao Senado da Federação União Progressista (União Brasil-PP) na chapa governista para as eleições de 2026.

Em reunião realizada na noite da última segunda-feira (6), em Brasília, com os copresidentes da federação, o senador Ciro Nogueira (PP) e Antonio de Rueda (União Brasil), as divergências entre os dois partidos permaneceram, mas ficou estabelecido um prazo de até sexta-feira (10) para a construção de um acordo. A informação foi antecipada pela colunista Terezinha Nunes, do Blog Dellas, e confirmada pela reportagem do JC.

Segundo a apuração, Ciro Nogueira manteve a defesa do nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), enquanto Antonio de Rueda reafirmou apoio ao ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil). O encontro também contou com a participação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e teve como principal objetivo evitar que o impasse avance para uma disputa judicial dentro da federação.

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A preocupação é compartilhada pela própria governadora, que busca chegar às convenções partidárias com a chapa majoritária definida e sem novos desgastes entre os aliados. A avaliação é que uma judicialização sobre a indicação da candidatura ao Senado poderia contaminar o ambiente político da coalizão às vésperas do início oficial da campanha.

O impasse intensificou desde que a Executiva estadual da Federação União Progressista aprovou a indicação de Eduardo da Fonte para representar a aliança na disputa ao Senado, na última semana. Miguel Coelho, que também reivindica a vaga e preside o União Brasil em Pernambuco, se absteve na votação, não reconheceu a decisão como definitiva e defendeu que a questão fosse submetida às instâncias nacionais da federação, onde PP e União Brasil dividem a condução política.

Miguel reforça que decisão é da governadora

Na manhã desta terça-feira, um dia após a reunião em Brasília, Miguel voltou a defender que a decisão sobre a composição da chapa cabe à governadora Raquel Lyra.

Em entrevista à Rádio Grande Rio FM, em Petrolina, o ex-prefeito afirmou que a chefe do Executivo estadual tem “peso total” na definição da majoritária e voltou a dizer que não vê impedimento para que ele e Eduardo da Fonte disputem simultaneamente as duas vagas ao Senado.

“Quem monta a chapa é a líder do processo. É a mesma coisa que um prefeito escolhe o vice. Quem escolhe a chapa que vai disputar com você é a governadora”, afirmou.

Miguel também descartou qualquer possibilidade de veto interno à sua pré-candidatura.

“Do mesmo jeito que eu não quero vetar Eduardo, ele também não tem o direito de me vetar dentro da federação”, declarou. Segundo ele, caso não haja consenso sobre a indicação da federação, a legislação eleitoral permite que ambos mantenham suas candidaturas.

Apesar da disputa interna, o dirigente do União Brasil procurou demonstrar alinhamento com Raquel Lyra e afirmou que continuará apoiando a reeleição da governadora independentemente do desfecho das negociações.

“Eu confio nela, acredito na palavra dela. Sei que serei candidato ao Senado, como também sei que vou ajudar Raquel a ser reeleita governadora”, disse.

Próximos passos

Com a reunião de Brasília encerrada sem definição, as negociações devem prosseguir nos próximos dias. A expectativa é que PP e União Brasil construam um entendimento até sexta-feira (10), prazo estabelecido pelas lideranças nacionais da federação, junto à governadora, para tentar superar o impasse e evitar que a disputa pela vaga ao Senado seja levada à Justiça.






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