Para Marcos Palmeira, hoje é um dia de luto, mas também de celebração do legado de Benedito Ruy Barbosa. Para ele, autor deixa uma contribuição não só cultural, mas também política e social.
O autor morreu nesta terça-feira, aos 95 anos, devido a complicações de insuficiência renal crônica.
“Ele foi responsável por trazer o Brasil profundo para o horário nobre, dando voz às questões de nossos diversos biomas e revelando as complexidades do nosso país com uma capacidade de comunicação singular”, diz o ator.
O artista atuou nas versões originais e nos remakes de “Pantanal” e “Renascer“, além de ter trabalhado em “O Rei do Gado” e “Velho Chico”.
“Ele realmente conseguia tocar nessas questões políticas e sociais, essas mazelas e, ao mesmo tempo, mostrava as belezas”, diz.
“Sinto uma profunda gratidão por tudo o que ele representa”, diz Palmeira.
Para o ator, o legado do dramaturgo também fica com as gerações mais novas. Para ele, o neto de Benedito, Bruno Luperi, que escreveu o remake de “Pantanal”, “tem a sensibilidade da escrita do avô”.
“Não quero botar essa responsabilidade para ele, mas com certeza ele tem essa sensibilidade do avô e uma escrita linda também”, diz.














