Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que 5 das 50 cidades mais violentas do país se encontram no estado – e o Cabo está no grupo do topo
Publicado em 22/12/2024 às 0:00
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Tema recorrente nas eleições e problema apontado sempre figurando entre os mais graves pela população no Brasil, a insegurança continua sendo um dos grandes desafios para a gestão pública no país, em especial em Pernambuco – que há tempo se destaca pela taxa de mortes violentas intencionais para cada 100 mil habitantes, em comparação com outros estados. Na mais recente edição do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, relativa aos dados de 2022, 5 das 50 cidades com índices mais altos estão aqui. E o Cabo de Santo Agostinho aparece na quinta colocação nacional, com mais de 81 homicídios para cada 100 mil pessoas, perto de quatro vezes a média de 23 por 100 mil, no país, e mais que o dobro da média no estado, de 38 mortes por 100 mil. A situação é alarmante, mas não é novidade – falta consequência nas políticas públicas para reduzir a matança, faz tempo.
A guerra de gangues do crime organizado no Cabo de Santo Agostinho é a explicação para o destaque no ranking. Mais uma vez, sem surpresa, diante do crescimento das organizações criminosas no Nordeste e no Brasil inteiro. O que importa é saber como os governos locais, estaduais e o governo federal poderão reverter a curva da violência e do medo, diminuindo as mortes violentas e devolvendo às cidades – sobretudo nas comunidades de maior vulnerabilidade social – condições mínimas de qualidade de vida, com tranquilidade e segurança para os moradores. No Cabo, a taxa até caiu um pouco, de 90 homicídios por 100 mil, em 2020, para o índice reportado agora, que se refere a 2022. A lentidão da recuperação do território pelo poder público em nome da população impõe o prolongamento do temor para os cidadãos, e dá margem para a adaptação e revide dos criminosos.
Os quatro demais municípios pernambucanos na lista dos 50 mais violentos num universo de mais de 5 mil, são, pela ordem: Vitória de Santo Antão, em 27º lugar, com 51 mortes violentas por 100 mil habitantes; São Lourenço da Mata, em 30º lugar, com 50 mortes por 100 mil; Garanhuns, em 39º lugar, com quase 45 homicídios por 100 mil; e Jaboatão dos Guararapes, colada ao Cabo, com 44 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Em cada um desses municípios, pode haver causas específicas para a violência constatada. Mas assim como em outras partes do país, é preciso detectar os fatores comuns, e buscar a articulação entre os níveis de governo, a fim de obter resultados o mais rápido possível. Para que as populações não sigam amedrontadas com a guerra entre os bandidos do tráfico de drogas, e submetidas ao ambiente gerado, submetido às ordens do crime. A expansão territorial das facções é um desses fatores, que deve ser imediatamente contido pelas autoridades de segurança.
Como se estivéssemos em zona de guerra, o Brasil perdeu 47 mil habitantes por morte violenta em 2022, dos quais quase 3,5 mil somente em Pernambuco. A integração da inteligência, do aparato e das estratégias de segurança pública no país é urgente – há vários anos.
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