CBTU explicou que adquiriu trens de Belo Horizonte para evitar o colapso do Metrô do Recife em 2027. Primeiro trem, inclusive, chega ainda em maio
Roberta Soares
Publicado em 04/05/2026 às 20:14
| Atualizado em 04/05/2026 às 20:31
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Os seis trens usados que estão sendo comprados pelo governo federal para o Metrô do Recife têm boa capacidade operacional, não são sucatas como denunciado pelo Sindicato dos Metroviários (SindMetro) e representam a única saída técnica viável e segura para evitar um colapso do sistema em 2027. É isso ou a paralisação da Linha Sul do metrô por falta de trens a partir de abril do próximo ano.
O primeiro dos seis trens, inclusive, está sendo embarcado para Pernambuco nesta sexta-feira (8/5) e deverá chegar ao Recife entre os dias 15 e 19 de maio, com previsão de entrar em operação na Linha Sul a partir de junho. Os outros cinco serão enviados gradativamente a partir de julho, agosto e setembro. A previsão, após os ajustes técnicos, é de que os seis trens estejam operando no sistema entre outubro e novembro deste ano.
Essas e outras explicações foram apresentadas pelo comando nacional da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), superintendência da Companhia no Recife e por técnicos da instituição em conversa com jornalistas nesta segunda-feira (4/5), na sede do Metrô do Recife, em Areias, na Zona Oeste da capital.
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O corpo técnico da CBTU decidiu dar as explicações depois que o SindMetro denunciou, com base em documentos técnicos oficiais, que os seis trens comprados do Metrô de Belo Horizonte – que foi concedido à iniciativa privada no fim de 2022 – estariam sendo adquiridos com valores superfaturados, o que foi negado pela Companhia.

CBTU adquire trens de Belo Horizonte para evitar o colapso do Metrô do Recife em 2027. – Roberta Soares/JC
Os técnicos começaram relembrando que o Metrô do Recife enfrenta uma crise de frota sem precedentes, operando atualmente com apenas 17 trens, uma redução de 48% em comparação aos 40 trens que circulavam em 2015.
“Estudos técnicos mostram que a frota da Linha Sul, composta pelos antigos trens Santa Matilde com mais de 40 anos, está no fim de sua vida útil. A projeção estatística indica que, sem reforços, a linha teria apenas quatro trens operacionais em abril de 2027, o que tornaria a operação inviável. Atualmente, o sistema já sofre com superlotação e baixa confiabilidade, resultando em intervalos de até 20 minutos nos horários de pico. Para evitar o colapso total da Linha Sul, a CBTU oficializou a compra emergencial de seis composições usadas do Metrô de Belo Horizonte”, explicou o gerente geral de Programas da CBTU, Adalberto Nunes.
POR QUE OS TRENS DE BELO HORIZONTE



– Reprodução
A escolha pelos trens mineiros ocorreu após a análise de outras alternativas que se mostraram inviáveis. “Tentamos outras companhias, como a CPTM de São Paulo e a Trensurb, de Porto Alegre. Mas no caso da CPTM, os trens estavam parados há cinco anos, degradados e seriam vendidos como sucata, exigindo reformas profundas e caras. E, no caso da Trensurb, das cinco composições oferecidas, apenas uma estava pronta para uso imediato. As outras quatro precisariam de até 38 meses para recuperação a um custo de R$ 32,5 milhões, além de outras despesas com adequação da oficina (R$ 7,5 milhões) e a logística de transporte (R$ 25 milhões)”, afirmou o gerente geral.
Nota Tecnica Avaliacao Economica Financeira Aquisicao Trens BH by Roberta Soares
5. Extrato Plano de Acao Transferegov Trens by Roberta Soares
Já os trens de Belo Horizonte, segundo a CBTU, estão em plena operação e sendo substituídos apenas por exigência do contrato de concessão local, que prevê a renovação da frota por modelos chineses. Segundo a CBTU, esses trens possuem tecnologia de tração idêntica à de Recife, o que facilita a manutenção e o aproveitamento de peças.
INVESTIMENTO NOS TRENS É DE R$ 60 MILHÕES



O investimento total na aquisição dos trens usados de Belo Horizonte é de R$ 60 milhões, o que resulta em cerca de R$ 10 milhões por composição. Como já explicado nos documentos da CBTU, este valor cobre não apenas o material rodante (R$ 7,6 milhões por trem), mas também o transporte, comissionamento, peças sobressalentes e o treinamento das equipes de operação e manutenção de Recife.
A compra é vista como uma “solução de sobrevivência” para os próximos cinco anos. A aquisição de trens novos está travada devido ao processo de concessão do Metrô do Recife, conduzido pelo BNDES. “Como um trem novo leva cerca de três anos para ser entregue após o pedido, não havia outra alternativa técnica para manter o sistema funcionando. É a única saída para evitar uma suspensão da operação do metrô, mesmo que seja parcial”, reforçou a superintendente da CBTU Recife, Marcela Campos.
Com a entrada dos trens de BH na Linha Sul, a CBTU planeja remanejar a frota antiga para reforçar a Linha Centro, permitindo que os trens mais novos (frota CAF) passem por revisões gerais que estão atrasadas.

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