Petistas pernambucanos ouvidos pelo Blog Dellas adiantaram que o ministro Wellington Dias teria se precipitado em suas declarações
TEREZINHA NUNES
Publicado em 08/06/2026 às 21:33
| Atualizado em 08/06/2026 às 21:34
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Premido pelas circunstâncias e pela cobrança do pré-candidato a governador João Campos sobre a fala do ministro Wellington Dias ao jornal O Globo anunciando que o presidente Lula terá dois palanques em Pernambuco, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, que há um mês, durante encontro do PT em Pernambuco, declarou estar aberto ao diálogo com a governadora caso ela decida apoiar a reeleição do presidente, se apressou a soltar uma nota esta segunda-feira afirmando, de forma categórica, que no estado “o presidente Lula tem um único palanque e é o de João Campos”.
Falou antes do tempo
Petistas pernambucanos ouvidos por este blog adiantaram que o ministro Wellington Dias teria se precipitado em suas declarações.
Um deles chegou a citar que “colocaram o carro na frente dos bois” explicando que o ministro, que é coordenador da campanha de Lula no Nordeste, falou em algo que não está definido em função da outra parte, que é a governadora, não ter se manifestado sobre a eleição para presidente.
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Um outro que também solicitou anonimato com receio de aumentar a confusão disse que “na entrevista de Wellington ficou claro que ele estava falando de forma genérica sobre as alianças que poderiam ser feitas não só em Pernambuco como em outros estados do país”.
Realidade dos fatos
Além da necessidade de acalmar João, Edinho Silva, segundo uma fonte deste blog na direção nacional do PT, teria falado dentro da realidade dos fatos: “até agora a governadora tem agradecido muito a Lula mas não disse claramente que vai apoiá-lo, portanto, não há como citar dois palanques enquanto isso não acontecer”.
Essa mesma fonte adiantou que “até a eleição ainda podem ocorrer muitas coisas, inclusive Raquel declarar apoio ao presidente mas essa questão ainda não está posta”.
Citou que em 2022 Lula teve o apoio de Danilo Cabral, Marília Arraes e de João Arnaldo, do PSOL e este ano pode ter o apoio de Raquel além do que já tem de João Campos e do PSOL, mas ainda não tem”.
Na verdade, desde que a questão dos dois palanques em Pernambuco foi citada pelo próprio presidente, em um evento do PT na Bahia em 2025, que os petistas pernambucanos começaram a conviver com essa realidade.
Nessa época ficou mais estreita a relação entre a bancada estadual do partido que faz parte da base de apoio da governadora e o Palácio do Campo das Princesas, o mesmo acontecendo com o senador Humberto Costa e o deputado federal Carlos Veras.
Mas com o fechamento da chapa de João Campos, tendo Humberto e Marília como candidatos ao Senado, houve um esfriamento na relação oficial do PT com Raquel.
O próprio Edinho deixou claro na ocasião que o partido deveria estar no palanque de João Campos, obedecendo a um entendimento nacional com o PSB, mas que caberia a Lula definir a postura dele no estado, como candidato à reeleição, sempre ressaltando a necessidade da governadora ser mais firme no apoio ao presidente.
Pelo visto, está cobrando isso e só vai mudar se houver por parte da governadora algum gesto de aproximação.
Pergunta que não quer calar: a governadora Raquel Lyra vai declarar apoio à reeleição do presidente Lula ou permanecer neutra?
Avante nervoso
O partido Avante, que apoia a governadora Raquel Lyra e é comandado pelos irmãos Waldemar e Sebastião Oliveira, viveu momentos de turbulência este final de semana após a decisão do ex-prefeito de Custódia, Emmanuel Fernandes, conhecido como Manuca de se afastar da campanha à reeleição de Waldemar a deputado federal para apoiar o deputado Fernando Monteiro, do PSD, da governadora Raquel Lyra, também candidato à reeleição.
Manuca, que, por indicação do Avante, foi secretário de desenvolvimento profissional e empreendedorismo da governadora e se afastou para ser candidato a federal, apoiou Monteiro logo depois de aceitar o convite para voltar ao Governo como secretário da Assessoria Especial da governadora.
Sebastião, que é candidato a deputado estadual e muito estouvado, gravou um vídeo denunciando traição sem citar a quem estava se referindo.














