Nova operação do Master vira ringue virtual entre aliados do governo e da oposição

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Nova operação do Master vira ringue virtual entre aliados do governo e da oposição


De um lado, aliados de Jaques Wagner e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizem acreditar na inocência do senador, do outro, opositores criticam


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A nona fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira, 18, com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), como principal alvo, ganhou contornos políticos nas redes sociais em uma disputa de narrativa entre aliados do governo e integrantes da oposição.

De um lado, aliados de Jaques Wagner e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizem acreditar na inocência do senador, do outro, opositores atribuem o episódio de fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, com suposta participação do parlamentar no esquema, a um esquema sistêmico de corrupção no governo federal.

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o PT. Embora critique a citação a um petista nas investigações, o próprio Flávio Bolsonaro está envolto no caso Master, ainda que não seja formalmente acusado ou investigado. No mês passado, o site Intercept Brasil revelou que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, cujo roteiro é inspirado na vida do pai.

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“Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder”, disse Flávio Bolsonaro em publicação no X (antigo Twitter).

Ministro da Fazenda, Dario Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse acreditar que o líder do governo no Senado vai conseguir “se explicar e se defender” após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal.

“Eu estou muito tranquilo com isso e acho que o senador Jaques Wagner vai prestar os esclarecimentos devidos à Justiça”, disse o ministro, durante entrevista ao portal Metrópoles.

Senador Sérgio Moro (PL-PR)

O senador Sérgio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, afirmou nas redes sociais que “a corrupção apodreceu Brasília”. O ex-juiz federal diz que defende uma “investigação total e irrestrita”.

“Mais uma fase de buscas e apreensões relacionadas a fraudes e subornos do Banco Master, desta vez sobre lideranças do Governo Lula. A corrupção apodreceu Brasília. Depois que enterraram a Lava Jato, acharam que o roubo era livre. Defendo investigação total e irrestrita”, escreveu.

Partido Liberal

O Partido Liberal, do ex-presidente Jair Bolsonaro e que acomoda as principais lideranças do bolsonarismo, divulgou uma nota em que associa o PT, do presidente Lula, ao escândalo do Banco Master.

“Eles dizem que não há ligação. Mas, a cada nova fase da operação, novos nomes ligados ao PT voltam ao centro das investigações.O caso “PTMaster” é a prova de que, mesmo mudando os personagens, a corrupção sempre carrega um nome do partido”, diz a nota.

Senador Fabiano Contarato (PT-ES)

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) saiu em defesa de Wagner. Contarato manifestou solidariedade ao colega de partido: “Tenho orgulho da amizade que construímos e absoluta confiança na sua retidão moral”.

“Sou neófito na política e, se ela me trouxe desafios e aprendizados, também me deu algo muito valioso: amizades verdadeiras. Entre elas, a de Jaques Wagner. Nestes quase oito anos de caminhada ao seu lado, aprendi a admirar não apenas o homem público, mas, sobretudo, o ser humano: generoso, leal, sereno e profundamente dedicado à vida pública. O convívio diário tem o poder de revelar a essência das pessoas. E foi justamente essa proximidade que me permitiu conhecer a integridade, o caráter e a honestidade de Jaques Wagner”, escreveu.

Líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) usou as redes sociais para dizer que “a casa caiu no quintal do PT”. De acordo com o parlamentar, “onde tem PT, tem corrupção com dinheiro público”.

“A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18, uma operação contra Jaques Wagner, o líder do governo Lula no Senado.E não é coincidência: o Banco Master nasceu do Credcesta, que veio do Cesta do Povo, o estatal privatizado pelo próprio Wagner na Bahia. O berço da fraude bilionária tem endereço petista. Segundo a investigação: apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador, voos nos jatinhos de Vorcaro e cerca de R$ 11 milhões para a empresa da nora dele. Tudo enquanto ele articulava as votações do governo no Senado. Vorcaro começou tudo com o PT da Bahia, e todo mundo sabe disso. Mas a tática deles é sempre a mesma: tentar enlamear os outros com a própria lama”, escreveu.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC)

O líder do PT na Câmara divulgou uma nota em nome da bancada em que defende a presunção de inocência do líder do PT no Senado, Jaques Wagner (BA), e cobra a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Banco Master, após uma operação da Polícia Federal ter realizado buscas contra o petista, nesta quinta-feira, 18.

“A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados reitera mais uma vez a necessidade de instalação da CPMI do Banco Master no Congresso Nacional”, diz nota da bancada do PT na Casa.






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