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Um guia com dicas de filmes e séries para assistir no streaming
“Moana“, live-action da Disney lançado na semana passada, afundou nas bilheterias mundo afora. O filme adapta a animação infantil que se tornou um fenômeno cultural desde sua estreia, em 2016 —mas a versão com atores em carne e osso não conseguiu convencer o público a embarcar na aventura da navegadora polinésia interpretada por Catherine Laga’aia.
Impulsionados pela nostalgia, os live-actions se tornaram uma fórmula caça-níquel explorada à exaustão pelo estúdio nos últimos 20 anos. Muitos foram sucessos de bilheteria, como “A Bela e a Fera“, em 2017, e “Lilo e Stitch“, no ano passado, mas poucos conquistaram os fãs e a crítica especializada.
A seguir, estão alguns títulos que se destacaram. Ficam de fora desta lista, infelizmente, “Uma Cilada para Roger Rabbit“, de 1988, e “O Máskara“, de 1994. Embora sejam marcos importantes na linha do tempo dos live-actions, ambos adaptam um romance e uma história em quadrinhos, respectivamente, e não desenhos animados já consagrados nas telonas e telinhas.
O Grinch (2000)
How the Grinch Stole Christmas. Aluguel nas plataformas digitais, 105 min.
O monstrengo rabugento e inimigo do Natal criado por Dr. Strauss em 1957 virou um curta animado em 1966. Mas foi o filme de Ron Howard, na virada do milênio, que eternizou o personagem no hall da cultura pop mundial. Depois do sucesso de “O Máskara”, Jim Carrey voltou a ficar com o rosto verde para encarnar a criatura peluda e antissocial, e a produção levou o Oscar de maquiagem no ano seguinte. O visual extravagante da Quemlândia, construída majoritariamente por cenários físicos apenas ampliados com computação gráfica, é de dar inveja à ambientação de muitas produções atuais, criadas exclusivamente por computadores.
Scooby-Doo (2002)
Scooby-Doo: The Movie. HBO Max e Prime Video, 87 min.
Ao contrário dos live-actions de hoje, a adaptação da animação clássica do estúdio Hanna-Barbera não se levou tão a sério. Pelo contrário, apostou nas cores vibrantes e figurinos excêntricos. Scooby, o cachorro atrapalhado e fiel companheiro do grupo de amigos que investiga mistérios sobrenaturais, foi recriado com a computação gráfica mais moderna da época, hoje ultrapassada e cartunesca. Ainda assim, o longa se tornou um cult e conquistou o público com seu humor absurdo e despretensioso.
Peter Pan (2003)
Netflix, 113 min.
A produção dirigida por P. J. Hogan recriou uma Terra do Nunca lúdica e tangível em estúdio, homenageando as raízes teatrais da história escrita por J. M. Barrie. O filme também amplia a fábula original ao desenvolver o romance entre Peter (Jeremy Sumpter) e Wendy (Rachel Hurd-Wood) e explorar a melancolia do garoto que se recusa a crescer.
Speed Racer (2008)
Netflix e HBO Max, 135 min.
Dirigido pelas irmãs Lilly e Lana Wachowski, essa versão do desenho emblemático dos anos 1980 não teve medo de retornar às suas raízes nos mangás, os quadrinhos japoneses. Os efeitos especiais são vibrantes e caóticos, como se tivessem saltado diretamente das páginas ilustradas para a tela do cinema, energizando as corridas do piloto Speed (Emile Hirsch). O filme foi redimido pelo tempo, e hoje é considerado um precursor da estética digital amplamente explorada no cinema.
Christopher Robin (2018)
Disney+, 104 min.
Se os live-actions por vezes abusam da computação gráfica e de painéis de luz dentro dos estúdios para recriar superpoderes ou cenas de ação grandiosas, essa nova história do Ursinho Pooh e sua turma apostou mais no desenvolvimento emocional de seus personagens. Não houve obsessão pelo realismo, e os animais mantêm a aparência dos brinquedos de pelúcia inspirados nas ilustrações clássicas de E. H. Shepard. Um Christopher Robin desiludido com a vida adulta reencontra Pooh e passa por uma espécie de crise existencial. O filme deu continuidade ao enredo das animações ao questionar o público adulto sobre o que se perde quando se cresce.
Cruella (2021)
Disney +, 134 min.
Aqui, Emma Stone, atriz duas vezes vencedora do Oscar, encarna a vilã que foi caçadora de cachorrinhos no clássico do estúdio de 1961, “101 Dálmatas”. Sem se limitar à animação, o filme reinventou a personagem como uma estilista em ascensão na Londres punk dos anos 1970, com looks e cenários extravagantes, e dando um passado e profundidade emocional à personagem feminina que, até o momento, era uma das mais famosas megeras do estúdio.
O que está chegando
As novidades nas principais plataformas de streaming
Heartstopper para Sempre (2026)
Heartstopper Forever. Chega à Netflix nesta sexta (17), 114 min.
O filme encerra a série, que teve três temporadas na plataforma. No longa, a turma começa um novo ano no Colégio Truham e o relacionamento de Nick (Kit Connor) e Charlie (Joe Locke) se aprofunda com questões sobre como será o futuro do casal.
Undertone (2026)
Estreia nesta sexta (17) na HBO Max, 94 min.
A apresentadora de um podcast paranormal cuida da mãe doente e recebe áudios anônimos com história similar à sua. Junto ao co-apresentador cada gravação deteriora sua sanidade, mergulhando-a em medo e paranoia.
Nada Entre Nós (2026)
Nothing Between Us, estreia na HBO Max nesta sexta (17), 90 min.
O filme reúne Gael García Bernal e Natalia Oreiro em uma comédia romântica. Guillermo e Mercedes, executivos da mesma empresa, se conectam inesperadamente em um encontro corporativo, colocando em risco suas vidas familiares.
Elize: Sombras de Uma Mulher (2026)
Chega à Netflix no dia 22 de julho, 114 min.
Filme protagonizado por Lorena Comparato e Henrique Kimura, com roteiro de Raphael Montes e Mariana Torres, é inspirado no caso de Elize Matsunaga, que chocou o Brasil ao assassinar e esquartejar o marido no apartamento do casal.
Veja antes que seja tarde
Uma dica de filme ou série que sairá em breve das plataformas de streaming
A Cor Púrpura (2023)
The Color Purple. Disponível na Netflix até 25 de julho, 141 min.
Musical baseado no romance de Alice Walker. A história acompanha Celie (Fantasia Barrino), mulher negra no sul dos EUA no século 20, que supera traumas de abusos do pai e do marido com apoio de uma irmandade feminina.












