Maior competição de futebol masculino chega à final neste domingo, em formato alongado com mais equipes, e novas regras boas para o espetáculo
JC
Publicado em 18/07/2026 às 0:00
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O encerramento da Copa do Mundo de Futebol masculino da Fifa será neste domingo, nos Estados Unidos, com duas das melhores seleções em campo. Espanha e Argentina passaram por seus adversários com méritos, e se preparam para a oitava e decisiva partida, certamente com estádio lotado e uma audiência de bilhões de pessoas assistindo pelas telas, em todo o planeta. Com uma atração especial, que vem sendo alvo de críticas contundentes, por imitar as finais do Super Bowl norte-americano: apresentações breves de pelo menos cinco estrelas da música pop internacional irão ocupar a duração do intervalo, que deverá dobrar de 15 para 30 minutos entre o primeiro e o segundo tempos.
Ao adotar uma tradição do país-sede, prestigiada anualmente por fãs do futebol americano também distribuídos no mundo inteiro, a Fifa poderá avaliar se mantém a novidade para as próximas edições, que só ocorrem de quatro em quatro anos. Outras novidades, porém, já podem ser celebradas pelos apaixonados torcedores em seus países, que tendem a levar para os campeonatos nacionais as novas regras testadas nos jogos da Copa nos EUA, no Canadá e no México, as três sedes do evento em 2026. Um evento, aliás, marcante pela dimensão inédita: a disputa envolveu 48 países em mais de 100 partidas, com uma fase eliminatória adicional, antes das oitavas de final.
O público dentro e fora dos estádios parece ter aprovado o formato e o tamanho inovadores. Seleções de países que jamais tiveram chance de participar, ou que participaram de poucas copas, puderam despontar e mostrar que o futebol contemporâneo está bastante competitivo, com nações de pouca expressão no esporte ameaçando camisas pesadas, em certames de igual para igual. Além da expansão numérica, as novas regras aplicadas pela primeira vez na Copa do Mundo levaram agilidade e qualidade aos confrontos, mesmo aqueles de marcação cerrada e poucas oportunidades de gol nos primeiros 45 minutos.
As pausas para hidratação se transformaram em paradas técnicas, deixando o jogo, na prática, com quatro períodos, embora as pausas de apenas 3 minutos no meio de cada tempo não se comparem ao intervalo, geralmente em torno de 15 minutos, entre os dois tempos de uma partida. E a determinação de alguns segundos para a cobrança de laterais e tiros de meta, assim como de 1 minuto fora de campo para jogadores atendidos por contusão no gramado, conferiram outro ritmo às partidas. Melhor para quem joga e para quem assiste, o conjunto de regras adicionais favorece a competição e o espetáculo. A CBF já marcou reunião com os clubes em agosto, para discutir a implementação nas séries A e B do Brasileirão ainda este ano.
Ver argentinos e espanhóis na final é saber que a canarinha ficou de fora, de novo. Serão 28 anos entre a conquista do penta, em 2002, e a próxima Copa, em 2030 – quando fará 100 anos da primeira copa, no Uruguai. Até lá, esperamos contar com a renovação da paixão pelo futebol, enfim promovida pela Fifa, para o resgate da arte da bola de forma competitiva pela seleção brasileira masculina.












