Na média, podemos melhorar

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Na média, podemos melhorar



Com destaque para os estados nordestinos e desafios para Pernambuco, Ideb mostra avanços importantes na década entre 2015 e 2025 no país

Por

JC


Publicado em 07/08/2026 às 0:00

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Instrumento essencial para acompanhar a qualidade do aprendizado no Brasil, assim como fortalecer as políticas sociais e econômicas, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi divulgado pelo Ministério da Educação esta semana, com dados atualizados de 2025. Os números permitem a observação da variação do desempenho em português e matemática na década de 2015 a 2025, em comparação com a anterior, de 2005 a 2015, abrindo janelas para o que foi feito – ou deixou de ser – e para o que pode e precisa acontecer no horizonte nas redes estaduais do ensino.
No nível fundamental, municípios do Ceará e de Alagoas tiveram as melhores notas. Vale anotar que o Ceará também aparece bem na avaliação do ensino médio, em sétimo lugar no ranking nacional. Com investimentos que vem sendo realizados há décadas, a educação cearense mostra resultados, juntamente com a alagoana, a piauiense e a pernambucana.
Dos 11 estados que conseguiram significativas melhoras no ensino médio, o Piauí foi o maior destaque, seguido pelo Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Pará, Sergipe, Espírito Santo e Paraíba. Enquanto isso, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, o Distrito Federal e o Amazonas apresentaram médias inferiores às que tinham sido registradas em 2015. Nesse segundo grupo, um retrocesso preocupante: os estudantes aprenderam menos, na média, do que na década anterior, numa queda no desempenho que afeta a formação dos cidadãos e o cenário de preparação da juventude para o mercado de trabalho.
Levando em consideração o ensino regular e o integrado à Educação Profissional e Tecnológica, Pernambuco ocupa a quinta posição entre as redes estaduais com melhores notas no Ideb do ensino médio. Os primeiros lugares, pela ordem, são o Paraná, Goiás, Piauí e Espírito Santo. Nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, os pernambucanos estão abaixo da média nacional, apesar de terem elevado o desempenho entre 2023 e 2025. O aprendizado em língua portuguesa e matemática no estado vem melhorando, porém os indicadores revelam a persistência de dificuldades de análise, interpretação e aplicação do conhecimento adquirido – o que pode se refletir, mais tarde, em obstáculos para o crescimento profissional e o desempenho no trabalho. No conteúdo matemática, há dificuldades para a resolução de problemas que vão além das operações fundamentais.
O período de 20 anos que serve de base para a análise comparativa, segundo o ministro Leonardo Barchini, aponta avanços históricos nas áreas de acesso à escola, fluxo escolar e aumento da proficiência. Daqui para frente, o foco deve ser melhorar a aprendizagem, na ótica do ministro – e podemos complementar, foco necessário, já que apesar do que se avançou, o Ideb identifica certa estagnação no desempenho dos estudantes brasileiros. A análise detalhada dos dados e o planejamento de metas para os próximos anos serve para o país inteiro, inclusive Pernambuco. Desde 2017, a nota pernambucana cresceu 0,7 ponto, enquanto a do Pará, maior variação positiva do país, foi o dobro, com 1,7 ponto a mais no Ideb 2025.



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