João Campos informa pelas redes sociais afastamento de funcionário que teria impedido mulher de usar banheiro na Orla do Recife

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João Campos informa pelas redes sociais afastamento de funcionário que teria impedido mulher de usar banheiro na Orla do Recife


REPERCUSSÃO
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De acordo com a Prefeitura do Recife, a Emlurb notificou a empresa terceirizada para que adote as medidas cabíveis com relação ao funcionário

Por

JC


Publicado em 06/06/2025 às 18:54



Em vídeo que circula nas redes sociais, uma mulher tenta utilizar o banheiro público na orla da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, mas é impedida por um funcionário de uma empresa prestadora de serviço da Prefeitura da Cidade do Recife.

Diante da repercussão das imagens, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (6) para repudiar a atitude e afirmar que medidas administrativas já foram tomadas. “Já determinei o seu afastamento e a apuração do caso. Não podemos tolerar esse tipo de atuação. Muito menos de quem presta serviço público”, escreveu o gestor municipal.

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Na própria postagem do prefeito, outras internautas comentaram que também já passaram por situação semelhante. “Uma vez estava na praia e queria entrar (no banheiro), mas a funcionária disse que não podia entrar suja de areia. Mas como, se o banheiro é na orla?”, questionou a seguidora Thais Filgueira.

“Isso quando eles (funcionários) não dizem que (o banheiro) está interditado só para as pessoas não usarem”, disse a seguidora Jaqueline Oliveira.

Procurada pela reportagem do JC, a Prefeitura do Recife, através da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), informou que “já notificou a empresa terceirizada para que adote as medidas cabíveis com relação ao funcionário”.

Versão apresentada pelo funcionário

Diante da repercussão negativa contra o funcionário, uma servidora da Emlurb comentou no post do prefeito João Campos a versão que ela escutou do prestador de serviço que foi afastado. “Em tempos de tantas vozes e julgamentos apressados, é essencial lembrar que por trás de cada fato existem pessoas, emoções e versões. O caso envolvendo o funcionário do banheiro público e uma usuária que tentou entrar no local ganhou destaque nos comentários, mas é preciso refletir com sensatez. Segundo o relato do funcionário, ele havia acabado de realizar a limpeza do banheiro e ainda se encontrava no espaço quando foi surpreendido por uma abordagem agressiva. Ele afirma que a mulher foi extremamente ofensiva, tratou-o com grosseria, usou palavras de cunho racista e o humilhou verbalmente, a ponto de ele não conseguir nem justificar por que estava ali. Diante da humilhação e da agressão verbal, ele se sentiu desrespeitado e reagiu dizendo: ‘Apôs aqui você não entra mais'”, escreveu Mariah Rocha, chefe da Divisão Administrativa e Serviços Gerais – DVAS -, da Emlurb.


Ainda segundo relato ouvido pela servidora, foi nesse momento que a mulher iniciou uma gravação com o celular, e o funcionário, buscando se defender, também começou a filmar. “Um ponto importante levantado pelo próprio funcionário é que o marido da mulher presenciou a situação, mas não apoiou a atitude da esposa, mantendo-se distante e sem intervir a favor dela”, detalhou Mariah Rocha sobre a versão apresentada pelo funcionário. “Sabemos, no entanto, que há sempre duas versões de uma mesma história. E neste caso, não há registros que comprovem integralmente nem a ofensa por parte da usuária, nem a suposta negativa gratuita do funcionário de deixar o banheiro, como ela afirma”, complementou.

Por fim, a funcionária da Emlurb questionou a velocidade da internet em acusar as pessoas sem a devida apuração dos fatos. “É fundamental não seguir apontando culpados precipitadamente. Julgar sem conhecer todos os fatos pode causar ainda mais injustiça e dor. A empatia nos convida a ouvir, a ponderar e a considerar que todos merecem respeito e o direito de se defender. Antes de tomarmos partido com base em fragmentos de vídeos ou comentários inflamados, que nossas palavras e atitudes reflitam sabedoria, justiça e, acima de tudo, humanidade. Que possamos ser pontes e não muros. Porque mais importante do que ter razão é promover reconciliação, verdade e paz”, concluiu Mariah Rocha.




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