Enquanto o governo de Benjamin Netanyahu aumenta a ofensiva de Israel contra o território palestino à caça do Hamas, a pressão diplomática cresce
JC
Publicado em 22/09/2025 às 0:00
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Nem a destruição vista do alto, nem o flagelo testemunhado de perto pelo desespero dos moradores, mudam a obstinação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, na perseguição contra o grupo terrorista Hamas, em território palestino. A Faixa de Gaza devastada, a população faminta e os reféns ainda em cativeiro fazem com que a estratégia da violência patrocinada pelo Estado israelense na caça ao terror, seja cada vez mais questionada. Os próprios israelenses demonstram insatisfação com Netanyahu, revelando medo acerca do destino dos reféns e do futuro da região. Do lado de fora, a comunidade internacional, após diversas tentativas de sensibilização por um cessar-fogo, começa a se mover na direção da formalização de um Estado palestino, com apoio de parcela dos cidadãos israelenses que desejam viver em paz.
A pressão internacional pelo reconhecimento do direito dos palestinos a um Estado constrange o governo de Israel, que continua misturando o povo atacado com o Hamas, na tentativa de aniquilação de um grupo de bárbaros, escolha cuja continuidade destroça todo um território e quem estiver nele. Com discurso pronto de justificativa por uma pacificação duradoura, o ódio semeado em Gaza não deve cessar de se manifestar nas novas gerações, com crianças e adolescentes submetidos ao que o mundo presencia com horror.
Às vésperas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece esta semana, governantes de Portugal, do Canadá, do Reino Unido e da Austrália declararam o reconhecimento. O peso dessa antecipação confirma a tendência um movimento mais amplo neste sentido, durante a Assembleia da ONU. Já que a repetida condenação dos atos de guerra a um povo indefeso – mais uma vez, separando o Hamas dos palestinos – não tem surtido efeito prático, líderes nacionais, sob o aval das Nações Unidas, desejam lembrar a Netanyahu que as consequências podem ser maiores, caso Israel não aceite a necessidade de um freio de arrumação para negociação e diálogo com os cerca de 5 milhões de palestinos nivelados e tratados como inimigos.
A falta de cidadania para os palestinos, ao longo da história, não ajudou à pacificação da região. Se os israelenses conquistaram esse direito, no século passado, a mobilização de um consenso global pela Palestina vem sendo acelerada pela ofensiva inclemente de Netanyahu. O reconhecimento do direito à cidadania com a delimitação de um Estado pode levar a uma condição inicial de proteção dos palestinos, inclusive contra o terrorismo que se aproveita do caos para perpetuar uma ordem violenta. Ao contrário de rechaçar a ideia, os israelenses são pressionados a, formalmente – como parte da população já defende – abraçar a proposta.
Os conflitos na região talvez não cessem imediatamente com a existência de um Estado palestino. Mas muda a configuração geopolítica da questão, conferindo dignidade a essa população acuada, e abrindo o horizonte para a verdadeira pacificação.
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