Como o governo Lula deseja fugir do impacto da guerra nas próximas eleições? E não se tornar vítima dela?

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Como o governo Lula deseja fugir do impacto da guerra nas próximas eleições? E não se tornar vítima dela?


Governo pressiona para manter os preços na ponta quando maior volume é vendido por empresas de distribuição de produtos que compram no atacado



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Depois de alardear que estava reduzindo a cobrança de PIS/Cofins nos combustíveis importados e iniciar uma campanha para que os estados deixassem de cobrar o ICMS, o governo do presidente Lula teve uma surpresa desagradável. Vibra, Raízen e Ipiranga — as maiores distribuidoras de combustíveis — não se apresentaram para receber o subsídio que resultaria em R$ 0,32 de redução nos postos.

Como assim? Perguntaram aos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e das Minas e Energia, Alexandre Silveira, sabendo que sem elas o sonho de provocar uma redução nas bombas no dia seguinte inviabilizaria?

Preços e prejuízo

Se inviabilizou. Não dá para as empresas que têm dono e ações nas bolsas prometer a Lula baixar os preços e ter prejuízo no segundo trimestre. Primeiro, porque o setor tem um estoque de pelo menos um mês, o que significa que já pagou a tributação pelo que tem nos seus tanques. Depois, assim que comprarem o petróleo novo, o preço que era de US$ 65 agora é US$ 100 por barril, sem contar seguros, fretes e operações de proteção cambial (hedge).

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Petrobras (que cumpriu ordem de Lula) e Acelém (BA) que adota preços internacionais depois de privatizada e outras empresas toparam e, portanto,vão aplicar a redução sobre os preços internacionais. As outras vão importar o mínimo e deixar o problema de atender o mercado com a Petrobras perdendo dinheiro. Consequência: Os preços não vão baixar e vão entrar no cálculo do IPCA de março e de abril.


Ricardo Stuckert

Presidente Lula da Silva, durante anúncio do hub internacional no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão. Rio de Janeiro. – Ricardo Stuckert

Sem perspectivas

Esse é o pior cenário que o governo Lula tem neste mês com a guerra sem perspectivas de baixar. Mas ainda que ela acabasse esta semana o petróleo que vai chegar do Brasil comprado pela Petrobras, Acelem ou as distribuidoras virão com base em US$ 100 e só chega daqui a 30 dias.

Isso porque como base na análise diária do preço de paridade de importação desenvolvida pela Abicom em parceria com a StoneX Brasil, nesta segunda-feira (6), a defasagem média atual do óleo diesel era de 58% variando de R$ 2,65/Litro (abaixo da paridade) enquanto na gasolina chegou a -48% (abaixo da paridade) variando de -R$ 1,63/Litro.

Referência da guerra

Ou seja, importar e vender com o preço que o governo tem como referência antes da guerra é um prejuízo grande. E o pior é que o mercado não tem segurança sobre como Trump vai conduzir essa guerra, o que impede qualquer previsão mais consistente.

Na verdade, quando se observa a cotação dos preços do petróleo, temos uma combinação de esperança (de resolução da guerra) que se fortalece com as declarações do presidente americano com a realidade dos fatos – que as enfraquece.

Indicador de preço

Quando a guerra começou, o indicador de preço da OPEP – que reflete os contratos de longo prazo – estava em US$ 70, no dia 27 de fevereiro. Em três semanas (19 de março) ele chegou a US$146 iniciando uma rota de sobe e desce ao sabor das declarações de Trump. Entretanto, no dia 1º ainda estava em 110.

Nesta segunda-feira (6) os membros da Opep declararam que planejam elevar suas cotas de produção para maio. Trata-se de uma medida simbólica enquanto o conflito no Oriente Médio. Mas é uma coisa simbólica: 210 mil barris/dia. Não vai inundar o mercado e baixar os preços.

Brasil de Lula

Para o Brasil de Lula isso é aterrador. Não teremos até junho petróleo de novo a US$70 e isso não estava na conta do presidente. Nesta segunda-feira, o Boletim Focus do Banco Central pela semana consecutiva elevou a projeção da inflação para este ano agora para 4,36%. Só que antes de captar o efeito do início da guerra no Golfo Pérsico, a previsão era de 3,91%.

Esta semana também deve sair a MP que reúne a isenção do PIS-Cofins e a adesão de 25 estados (apenas RJ e DF) não aceitaram. Mas com os preços atuais, o máximo que se pode esperar é que não suba mais. E desde que a Petrobras importe mais diesel.


Divulgação

Bomba de combustíveis em postos de distribuição no Brasil – Divulgação

Mundo real

Na conta final, o que está pegando é o confronto do mundo real (na bomba do posto) com o que o governo e os ministros (nos gabinetes) pensam. O governo fixou uma meta para as importadoras com limites entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro, dependendo da região (com o R$ 0,32 da isenção dos impostos federais). Para as distribuidoras que comercializam o diesel produzido no país, o teto é de R$ 3,51 a R$ 3,86 por litro.

A conta não fecha porque apenas colocando a defasagem o preço do diesel vai para R$ 7,93, que, aliás, é o que os postos estão cobrando no limite. O que faz o preço baixar é que, como as distribuidoras compram da Petrobras 70% do que vendem, elas podem fazer uma espécie de blend de importado e nacional e reduzir o preço final. Mas nunca como o governo deseja.

Querendo baixar

Na visão do governo, ajustes nos limites de preço podem ser praticados, especialmente para contemplar os diferentes valores do diesel importado; por outro lado, a defasagem em relação ao exterior tenderá a diminuir com a segunda subvenção, dividida com os estados. Com a nova medida, a subvenção total somará R$ 1,52 por litro. Pode ser. Mas quem garante que vai chegar na ponta?

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), até agora além da Petrobras aderiram ao decreto de isenção de PIS Cofins as empresas Refinaria de Mataripe (operada pela Acelen, empresa de energia controlada pelo fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos) e apenas três distribuidoras, Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading, aderiram.

Sem as grandes

Mas sem Vibra, que opera a rede de postos BR, Ipiranga e Raízen, dona da rede da Shell, não dá para o governo dizer que interveio e travou o aumento dos preços. Eles têm mais de 23 mil dos 45 mil postos de combustíveis.

Até porque antes de vender nos postos, as três grandes vendem no atacado a clientes como transportadoras, distribuidoras, empresas do agro, frotistas de ônibus e transporte fluvial e até geradores de energia cuja conversa é de não deixar faltar para essa frota. E aí o caminhoneiro autônomo e os demais usuários vão pagar o preço da guerra.

O desafio de ser autossuficiente em diesel 

Partiu autonomia

O ex-presidente da Petrobras, , acredita que o governo como acionista majoritário da Petrobras vai precisar tomar uma decisão arrojada para cumprir a promessa da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que prometeu chegar à autossuficiência de diesel em cinco anos.

Hoje a carteira firme de investimentos da Petrobras para os próximos cinco anos trabalha com o 2º trem da RNEST (Pernambuco) agregando mais 70 mil b/d, o Complexo Boaventura (RJ) mais 30 mil b/d e projetos de menor com mais 20 mil b/d. Com eles a produção de diesel pode alcançar até 960 mil b/d.

Para chegar à autosuficiência de diesel a valores de hoje, a produção precisaria ser de 1.100 mil b/d. Assim considerando um crescimento da demanda de 2% ao ano, a produção de diesel precisaria ser de 1.200 mil b/d. Ouseja mesmo com que está em curso ainda haveria um gap da ordem de 140 mil b/d – 240 mil b/d.


Divulgação

José Mauro Coelho da Aurum Tank, consultoria especializada em negócios do setor de petroleo e energia no Brasil..jpg – Divulgação

 

Refino nacional

Segundo José Mauro Coelho, considerando que o refino nacional possui um perfil de produção da ordem de 40% em diesel, logo, para uma produção adicional de 140 a 240 mil b/d de diesel, a expansão de capacidade do parque de refino precisaria ser de 350 a 600 mil b/d. Ele lembra que projetos de refino com foco em diesel, como a RNEST, cujo perfil de produção é da ordem de 65% em diesel, exigiram uma expansão de capacidade do parque de refino de 215 a 370 mil b/d.

E isso leva tempo para as novas unidades de HDT de diesel. Por exemplo, o novo HDT de diesel da Replan, que entrou em operação no ano passado, teve a assinatura em 2022 depois de ter os projetos prontos para licitação.

 

REC na WTM

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Recife Expo Center crescimento no turismo de eventos. – Divulgação

eforça sua estratégia de posicionamento nacional ao participar da WTM Latin America, que será realizada de 14 a 16 de abril em São Paulo. O equipamento integrará o estande institucional de Pernambuco, fortalecendo a divulgação do destino Recife para o mercado nacional e internacional.

Remuneração na RAIS

Após prorrogação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), terminou nesta segunda-feira (6) o prazo determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a divulgação do relatório que tem como objetivo ampliar a transparência sobre diferenças de remuneração entre mulheres e homens que exercem a mesma função.

Segundo o MTE, esta é a quinta edição do documento, o que reforça a consolidação da política pública no país. O material previsto na Lei nº 14.611/2023 reúne informações fornecidas pelas empresas, dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), referentes ao período de janeiro a dezembro de 2025, além de dados complementares enviados pelos empregadores.

Carro usado

A inflação do carro usado subiu mais do que a do zero quilômetro entre 2020 e 2025, segundo dados do IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação dos preços dos automóveis leves usados no país. Enquanto o preço dos veículos zero quilômetro ficou 51,5% mais caro, os usados tiveram aumento de 83% no período. Em 2020 o percentual era de 40%.

Uma das razões para essa diferença de preços está na menor procura por veículos zero quilômetro e no aumento da demanda por seminovos e usados iniciada na pandemia de Covid-19. Foram quase 18 milhões de veículos comercializados no ano passado, enquanto a comercialização de carros zero quilômetro somou 2,5 milhões. O IBV Auto é um indicador construído a partir da base de dados do banco BV, líder em financiamento de veículos no país

Sobre retrofit

Nesta terça-feira (6), às 12h30, a Ademi-PE realiza na sede da entidade (Espinheiro) almoço para associados com o tema “Preservar e Renovar: Caminhos para o Retrofit em Áreas Históricas”. O debate sobre a revitalização de centros urbanos e modernização de imóveis antigos terá a participação de Fred Brennand (IPHAN-PE) e Ana Paula Vilaça (Prefeitura do Recife). O encontro foca nas oportunidades econômicas e nos desafios técnicos para o mercado imobiliário em áreas consolidadas.


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Estudo da CNI identificou 66 planos de projetos de hidrogênio verde a partir de fontes renováveis – Divulgação

Hidrogênio verde

Estão se juntando a Siemens Brasil e a Cocal fornecerão suporte técnico, econômico e operacional e a GIZ Brasil supervisionará a garantia de qualidade e o alinhamento com os objetivos do Programa H2Uppp um acordo de cooperação para apoiar o estudo para o desenvolvimento da produção de hidrogênio verde e combustíveis sintéticos em usinas de etanol à base de cana-de-açúcar.

O projeto avaliará a pré-viabilidade técnica e econômica da integração da produção de etanol, hidrogênio verde, e-metanol e SAF em uma das plantas da Cocal no oeste paulista. O projeto faz parte do Programa Internacional de Expansão do Hidrogênio (H2Uppp), iniciativa do Ministério de Economia e Energia (BMWE) da Alemanha.

Economia circular

O projeto Repense Reuse realiza no próximo dia 15, no auditório do Instituto João Carlos Paes Mendonça (IJCPM), no Riomar Recife, a primeira edição do Troféu Movimento Repense Reuse em Pernambuco. A premiação reconhece empresas e entidades parceiras engajadas na cadeia de reaproveitamento têxtil. Executado pela Humana Brasil, marca um ano de implementação do projeto na Região Metropolitana do Recife com a rede de Pontos de Entrega Voluntária e destinação responsável de roupas, calçados e acessórios pós-consumo.


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Silvio Meira vai apresentar o conceito de Cisne Vermelho – Divulgação

Keynote de Meira

O Professor Silvio Meira, emérito da UFPE e docente aposentado (CIn) da UFPE, será keynote (palestrante de destaque) da International Conference on Software Engineering, uma das maiores conferências de software do mundo. O ICSE 2026 vai de 12 a 18 de abril, no Rio de Janeiro (RJ), reunindo pesquisadores, profissionais e educadores para apresentar e discutir pesquisas, inovações e tendências no campo da engenharia de software.






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