Caminhoneiros voltam a ameaçar greve se Senado não votar MP do piso do frete

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Caminhoneiros voltam a ameaçar greve se Senado não votar MP do piso do frete


Categoria cobra que proposta seja pautada antes de perder a validade, em 16 de julho, e alerta para possibilidade de paralisação nacional


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Os caminhoneiros voltaram a ameaçar uma greve nacional caso o Senado não vote, até o próximo dia 16 de julho, a Medida Provisória nº 1.343/2026, que altera regras do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas ainda aguarda inclusão na pauta do plenário pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Possível greve dos caminhoneiros

O alerta foi feito em um vídeo publicado nas redes sociais de Wallace Landim, conhecido como Chorão Caminhoeiro, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

“Indignado com o senador, presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que sentou em cima, até esse primeiro momento, da medida provisória 1343”, disse ele, que é pré-candidato a deputado estadual pelo PSD-GO. No pronunciamento, Chorão afirmou que a proposta reúne medidas consideradas importantes para a categoria.

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“Traz segurança para a nossa categoria, dá autonomia para a ANTT fazer a fiscalização, para que a gente possa trabalhar com tranquilidade, que tenha uma planilha de custo mínimo para acabar com o frete retorno, questão do INSS, fim da multa nas balanças dos entre-eixos”, cita.

Ao final do vídeo, ele cobrou a votação da medida antes do prazo de validade. “Presidente Davi Alcolumbre, no dia 16 irá caducar a medida provisória. O senhor não queira deixar passar e caducar a MP343, o senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome“.

O que prevê a medida provisória

Encaminhada pelo Executivo em março e aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, a MP endurece as regras para assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário.

Entre as mudanças está a criação de um bloqueio digital que impede a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) quando o valor informado estiver abaixo da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A exigência também passa a valer para operações de subcontratação.

A proposta ainda estabelece prazo de até 30 dias para pagamento do frete. No caso dos caminhoneiros autônomos, determina o adiantamento de pelo menos 70% do valor antes do início da viagem, com o restante sendo pago em até três dias úteis após a entrega da carga.

O texto também prevê multas mais rigorosas para reincidentes, podendo chegar a R$ 1 milhão, além da possibilidade de suspensão ou perda do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas em determinadas situações.

Outra medida prevista é a criação de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas contratados pelo regime CLT que atuam em viagens de longa distância, além de ações voltadas à modernização da frota e ao incentivo à implantação de pontos de parada para descanso nas rodovias.

Saiba como assistir aos Videocasts do JC






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