Em entrevista à rádio Jovem Pan, o pré-candidato do PSD afirmou que um novo encontro entre os dois está previsto. “Teremos uma outra reunião”
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O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, reforçou a ideia de uma alternativa competitiva na direita ao admitir a possibilidade de aliança ainda no primeiro turno com o pré-candidato do Novo, o ex-governador de Minas, Romeu Zema. Caiado se manifestou um dia após o próprio Zema afirmar que um acordo pode ocorrer.
Segundo o ex-governador goiano, eles discutiram a possibilidade de união durante um café da manhã na segunda-feira passada, no seu escritório, em São Paulo. Os pré-candidatos, porém, evitam especulações sobre quem cederia e aceitaria ser o vice da chapa única.
“Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento e ele (Zema) é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando isso”, afirmou Caiado à rádio Nova Difusora, de Osasco (SP).
O atual cenário da disputa pelo Palácio do Planalto se mantém polarizado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição pelo PT, e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL. O projeto eleitoral do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta desgaste após a revelação de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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Vorcaro está no epicentro de uma investigação de desvios bilionários, que alcançou nomes do Legislativo e do governo do Rio de Janeiro.
“Nesse momento, as duas candidaturas (Flávio e Lula) estão numa posição, temos humildade de reconhecer, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos as forças, elas poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno?”, questionou Caiado.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, o pré-candidato do PSD afirmou que um novo encontro entre os dois está previsto. “Teremos uma outra reunião daqui a dez dias lá em São Paulo e vamos conversar política.”
Zema, que era apontado como possível vice de Flávio Bolsonaro, tem afirmado que levará sua candidatura até o final. Questionado anteontem se aceitaria ser vice de Caiado, o mineiro brincou: “Não poderia ser o contrário?” O pré-candidato do Novo indicou que a definição sobre alianças deve ocorrer mais adiante.
‘DATA-LIMITE’
“Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite. Porque, na política, é na meia-noite da data-limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente”, afirmou, em referência ao calendário da Justiça Eleitoral, que estabelece até 15 de agosto como prazo para o registro das candidaturas.
Na mais recente pesquisa Datafolha, Caiado marcou 4% das intenções de voto e Zema, 3%. Eles estão distantes de Lula, com 40%, e de Flávio, que obteve 31%. O PL mantém o apoio público ao pré-candidato do partido. Na segunda-feira, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, disse que uma eventual substituição de Flávio pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) está “fora de questão”.
O senador mantém um piso eleitoral de 28% mesmo após a divulgação dos áudios em que pede dinheiro ao dono do Banco Master, segundo levantamento da Indexa Pesquisas. Para o fundador do instituto, Arilton Freres, esse patamar torna difícil uma desistência de Flávio da disputa presidencial.
Mensagens e áudios revelados pelo portal Intercept Brasil, em 13 de maio, e confirmados pelo Estadão/Broadcast, mostraram que o pré-candidato negociou diretamente valores que poderiam chegar a R$ 134 milhões para custear as gravações do filme biográfico de Jair Bolsonaro, Dark Horse. Segundo a pesquisa, 78% dos brasileiros souberam do caso.
Nesse contexto, os ex-governadores Zema e Caiado ainda têm margem para se apresentar ao eleitorado: 52% dizem não conhecer Caiado, enquanto 26% afirmam o mesmo sobre Zema.














