É um festival de literatura, sim, mas quem passeia em meio aos livros também vai topar com comida e bebida de qualidade, com rodas de música, com estandes de organizações sociais e até com treinos de luta e cabeleireiro.
Se a Feira do Livro da Rocha, que aconteceu da sexta passada (1º) até domingo (3), pode parecer um divertido balaio de gatos, é pela proposta democrática de refletir a rua que lhe dá nome, no bairro paulistano do Bixiga, se abrindo ao que ela pode e quer oferecer.
Tudo está bem representado em um caso ilustrativo: o livreiro Adalberto Ribeiro, um dos que puxaram a organização, conta que o festival abriu uma chamada para voluntários da região que quisessem trabalhar no evento. Precisaram fechar as inscrições no mesmo dia, porque haviam recebido tantas respostas que não sabiam o que fazer com tanto braço.
Em sua segunda edição, a feira aumentou de um fim de semana para três dias, abarcando o feriado de 1º de Maio, e viu o público crescer de 10 mil para 13 mil pessoas, segundo estimativa da equipe. O domingo, com garoa gelada, esfriou a festa no asfalto.
Mas quem foi ao evento na sexta-feira de sol pôde emendar, por exemplo, uma aula pública de Cidinha da Silva, uma das principais intelectuais negras da literatura, uma palestra de primeira da historiadora Lilia Schwarcz dentro da Ocupação Thereza Santos, em um prédio vicinal, e uma mesa com os escritores Oswaldo de Camargo e Neide Almeida. E, no meio, deu para espiar o cantor Tom Zé divertir a multidão.
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As editoras estavam dispostas em estandes equilibrados, com espaço equânime para casas independentes de minúsculo porte e os maiores conglomerados do mercado editorial.
Passando por ali, o diretor artístico da Flip, Mauro Munhoz, disse que esse era o tipo de festa que mais o remetia à proposta fundante da festa da Paraty, ligando literatura ao território.
Ainda é bom apontar que, no último mês, a favela de Heliópolis organizou sua primeira festa literária, a partir do projeto Litera Helipa, e que na próxima semana acontece o festival Poesia no Centro, que acende diversos espaços centrais de São Paulo com literatura.
O esforço comunitário da Rocha lembra, de fato, como um festival literário é capaz de reavivar as ruas da cidade.
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