Segundo a IAAPA, Brasil concentrou aproximadamente 30% de toda a visitação registrada em atrações da América Latina ao longo do ano passado
JC
Publicado em 29/06/2026 às 16:35
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O turismo doméstico no Brasil está vivendo um período de forte expansão. Impulsionado pelo consumo focado na chamada “economia da experiência”, o consumidor brasileiro redescobriu o próprio país, transformando a nação em um dos mercados mais vibrantes e relevantes da América Latina e do Caribe para o setor de lazer e entretenimento presencial.
De acordo com o estudo econômico bienal publicado pela Associação Global para a Indústria de Atrações (IAAPA), o Brasil concentrou aproximadamente 30% de toda a visitação registrada em atrações da região no ano passado, somando cerca de 120 milhões de visitas ao longo de doze meses. Esse desempenho expressivo gerou US$ 9,2 bilhões em atividade econômica no país e sustentou mais de 212 mil empregos diretos e indiretos.
O relatório aponta que 94% do fluxo turístico do Brasil é composto por viagens domésticas, uma das taxas mais altas da região. Na prática, essa característica significa que o crescimento do mercado brasileiro possui uma forte vantagem competitiva por depender menos do turismo internacional do que outros destinos latino-americanos, que são mais vulneráveis às oscilações do fluxo de visitantes estrangeiros.
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Segundo Paulina Reyes, vice-presidente e diretora executiva da IAAPA para a América Latina e o Caribe, o setor continua se beneficiando da inauguração de novos empreendimentos, da introdução de experiências inovadoras em parques já estabelecidos e de um consistente cronograma de projetos de expansão em todo o território nacional.
Atualmente, o país conta com 3.607 atrações identificadas, incluindo parques aquáticos, centros de entretenimento, atrações de aventura e experiências na natureza. A executiva ressalta que muitas viagens hoje são planejadas em torno de atividades específicas, o que mostra como os parques passaram a criar novos destinos e a assumir um papel central nos gastos das famílias.
Mesmo operando em um ambiente tributário e regulatório considerado mais complexo do que o de muitos países vizinhos, o Brasil continua ampliando sua relevância. Além do impacto financeiro, o segmento se consolidou como uma das principais portas de entrada para jovens profissionais no mercado de trabalho em áreas como hospitalidade, operações, alimentos e bebidas e entretenimento.
Em âmbito regional, 81% da força de trabalho do setor tem menos de 45 anos, e quase um terço dos colaboradores está em seu primeiro emprego. Em toda a América Latina e o Caribe, a indústria de atrações movimentou quase US$ 35 bilhões e sustentou mais de um milhão de postos de trabalho.
O excelente momento do turismo interno também se refletiu na infraestrutura de transporte. Os aeroportos brasileiros ultrapassaram a marca histórica de 100 milhões de passageiros em voos domésticos em um único ano. Dados da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) indicam que o mercado doméstico de aviação comercial brasileiro liderou o crescimento da demanda global no segundo semestre, superando o ritmo de diversas grandes economias mundiais.
Para os analistas da IAAPA, o tamanho do mercado interno e a diversidade da oferta de lazer colocam o Brasil em uma posição privilegiada para liderar a contínua expansão do setor na região nos próximos anos.













