Túlio Gadêlha diz que sua entrada no PSD foi um plano arquitetado em conjunto com Raquel Lyra, com as bênçãos de Lula

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Túlio Gadêlha diz que sua entrada no PSD foi um plano arquitetado em conjunto com Raquel Lyra, com as bênçãos de Lula


Neta de Brizola descobriu o que o avô dizia sobre Lula: “é um sapo que precisava ser engolido”. Governo desiste do fim da escala 6 x 1 por meio de PEC

Por

Romoaldo de Souza


Publicado em 07/04/2026 às 22:18
| Atualizado em 07/04/2026 às 22:44



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ENTREVISTA
O deputado federal Túlio Gadêlha desembarca no PSD, com apoio da governadora Raquel Lyra (PSD) e as bênçãos do Palácio do Planalto. Nesta conversa com a coluna Política em Brasília, no cafezinho da Câmara dos Deputados, saboreando um arábica typica de Taquaritinga do Norte (PE), Túlio diz que seu compromisso é com a candidatura de Lula da Silva (PT); que não vai trabalhar pelo colega de legenda, Ronaldo Caiado (PSD), que também disputa a Presidência da República; e que o fortalecimento da democracia e dos programas sociais continuam sendo suas bandeiras.

JC – Deputado, o senhor se filiou ao PSD em meio ao lançamento da candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. O senhor vai subir no palanque dele para presidente?

Túlio – Entro no PSD para fortalecer um projeto em Pernambuco e no Brasil que enfrente as desigualdades e defenda a democracia. No plano nacional, meu compromisso é muito conhecido: apoio o presidente Lula, que hoje representa a defesa das instituições e das políticas públicas que melhoraram a vida do povo.

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JC – Túlio Gadêlha se escuda na pluralidade do PSD para ficar do lado de Lula?

TG – O PSD é um partido plural, e essa pluralidade permite que diferentes lideranças tenham posições distintas. Eu tenho lado, e esse lado é conhecido por todos. Apoio o projeto liderado pelo presidente Lula.

JC – Deputado, conhecendo sua trajetória na Câmara dos Deputados, sempre tão combativo, o senhor não vê, nesse seu movimento político, nenhuma incoerência em estar em um partido que tem candidato próprio, mas já está se arrumando para subir no palanque de Lula?

TG – Não há incoerência quando se tem clareza de posição. O PSD tem ministros no governo Lula e, no Congresso, compõe a base. Eu me somo a esse campo político que entende que o Brasil precisa seguir avançando com políticas sociais, combatendo a pobreza, a fome, gerando oportunidades e fortalecendo a democracia.

JC – E qual é, então, esse compromisso de que o senhor fala?
TG – Meu compromisso é, sobretudo, com um projeto de país. E esse projeto hoje está representado por Lula.

JC – Agora, deputado, deixando o plano nacional de lado, vamos falar de Pernambuco. Ao se filiar ao PSD, o senhor deu ao menos um telefonema para a governadora Raquel Lyra? E qual foi a reação dela?

TG – Sim. Minha filiação foi articulada por ela e apoiada pelo Palácio do Planalto. Ter responsabilidade com um projeto político de país é trabalhar na construção de pontes, é alcançar outros públicos. Lula sempre fez gestos para estados e municípios sem olhar cor partidária, trazendo investimentos e projetos para Pernambuco. Lula foi inteligente. Chegou a hora de colher o que plantou.

JC – Lula fez esse movimento em direção à governadora? É assim que o senhor entende?

TG – Raquel nunca negou o que Lula fez por Pernambuco, e Lula nunca recusará o apoio de Raquel. Ambos trabalharam por esse momento.

BRIZOLA, SEMPRE ATUAL
A frase de Leonel Brizola (1922–2004), ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, continua bastante atual. Dizia o caudilho, entre um generoso gole de chimarrão e outro: “esse Lula é um sapo que precisava ser engolido”. Hoje, a neta de Brizola, Juliana Brizola (PDT), entendeu direitinho o que o avô preconizava.

MAS QUE BARBARIDADE, TCHÊ!
Dia desses, Lula chamou ao Planalto o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e Juliana. Na conversa, ficou acertada a aliança PDT/PT, com Juliana Brizola na cabeça de chapa para concorrer ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul. Só que o PT no estado tem outros planos: lançar candidatura própria, encabeçada por Edegar Pretto, filho do ex-deputado Adão Pretto (1945–2009). Lula mandou intervir se o partido não cumprir a aliança com a neta de Leonel Brizola que, certamente, repetiria sua frase à neta: “esse Lula é um sapo que precisava ser engolido”.

“TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO”…
…como diria Baby Consuelo — nunca me conformei com seu novo nome, Baby do Brasil. Pois centenas de povos indígenas, acampados em Brasília no movimento Acampamento Terra Livre, atearam fogo no gramado da Esplanada dos Ministérios, entoando palavras de ordem contra deputados e senadores: “Congresso inimigo dos povos”.

POR MUITO MENOS…
…muita gente, que nem estava em Brasília, vai passar anos no xilindró por causa daquele movimento que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rotulou como “atentado ao Estado Democrático de Direito”. Isso numa época em que meio mundo em Brasília abanava o turíbulo para sua excelência.

PENSE NISSO!
A janela partidária, encerrada no último 3 de abril, mostrou que o ajuntamento de forças contra o governo Lula está cada vez mais consistente, e aprovar um projeto de lei ficou ainda mais difícil. Agora, imagine aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

Para alterar a Constituição Federal, são necessários os votos de 308 deputados e 49 senadores. Ou seja, um quórum de 3/5 dos votos, sendo que cada Casa Legislativa precisa realizar duas votações.

Pela matemática acima, fica claro que o governo não tem, hoje, os votos necessários para aprovar uma PEC. E essa é a estratégia. Governistas anteciparam que o Planalto encaminharia uma proposta para acabar com a escala 6 x 1. Ora, o governo não tem votos, mas pode construir uma narrativa para jogar a sociedade — ou setores dela — contra o Parlamento.

Caso a candidatura de Lula à reeleição se sustente, esse tende a ser o mote: “não aprovamos o fim da escala 6 x 1 porque a oposição não deixou”.

Pense nisso!

 

 

 






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