Republicano acatou pedidos do emir do Catar, Tamim bin Hamad; do príncipe saudita, Mohammed bin Salman, do presidente dos Emirados, Mohamed bin Zayed
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta segunda-feira, 18, que suspendeu uma nova ofensiva militar contra o Irã, que estava prevista para começar nesta terça-feira, a pedido da Arábia Saudita, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.
“Pediram-me (…) que suspendesse o ataque militar contra a República Islâmica do Irã previsto para amanhã, agora que há negociações sérias em andamento e que, na opinião de grandes líderes e aliados, se chegará a um acordo que será muito aceitável para os Estados Unidos da América e também para todos os países do Oriente Médio”, explicou Trump nas redes sociais.
O republicano menciona especificamente que lhe pediram para suspender o ataque o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani; o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman al Saud, e o presidente dos Emirados, Mohamed bin Zayed al Nahyán.
Esse acordo em gestação, explica Trump, “incluirá que o Irã não possua armas nucleares”. “Pelo respeito que tenho pelos líderes mencionados, ordenei (…) que não se realize o ataque contra o Irã previsto para amanhã”, insistiu.
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No entanto, ele advertiu que ordenou que os comandantes militares “estejam preparados para lançar um ataque em grande escala e com força total assim que for solicitado, caso não se chegue a um acordo aceitável”.
Pezeshkian defende que diálogo não é rendição, enquanto Trump afirma não estar ‘disposto’ a concessões
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, defendeu nesta segunda-feira, 18, que diálogo não significa rendição, depois que seu homólogo norte-americano, Donald Trump, afirmou que não está “disposto” a fazer qualquer concessão às autoridades iranianas, uma vez que estas enviaram ao Paquistão sua última resposta a Washington em meio a negociações paralisadas.
“O diálogo não significa rendição. A República Islâmica do Irã enceta o diálogo com dignidade, autoridade e com o objetivo de preservar os direitos da nação”, assinalou em suas redes sociais, onde garantiu que Teerã “sob nenhuma circunstância renunciará aos direitos legítimos do povo e do país”.
“Com sensatez e com todas as nossas forças, até o último suspiro, serviremos ao povo e salvaguardaremos os interesses e a honra do Irã”, acrescentou.
Horas antes, o inquilino da Casa Branca declarou em uma entrevista por telefone ao “The New York Post” que não está “disposto” a fazer concessões ao Irã e advertiu que o país asiático sabe “o que vai acontecer em breve”, sem entrar em detalhes.
Questionado sobre suas declarações da última sexta-feira a respeito de uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio, Trump disse que “não estou disposto a nada neste momento”.
Nesta mesma segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, sinalizou que as negociações diplomáticas para um quadro de proposta de paz, após a primeira tentativa de uma iniciativa iraniana de 14 pontos, continuam em andamento e que Washington transmitiu “uma série de pontos revisados e considerações” por meio do Paquistão na semana passada, informou a agência iraniana IRNA.
Islamabad lidera um processo de diálogo após o cessar-fogo alcançado em 8 de abril, embora as diferenças nas posições tenham impedido, até agora, a realização de uma segunda rodada para dar os próximos passos na trégua prorrogada desde então sem prazo determinado pelo presidente norte-americano.
O bloqueio do Estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona por parte das forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer ao Paquistão, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.











