‘Temos necessidade de novas moradias, mas também de melhora nas que já existem’, diz especialista sobre habitação em Pernambuco

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‘Temos necessidade de novas moradias, mas também de melhora nas que já existem’, diz especialista sobre habitação em Pernambuco


Socorro Leite, da Habitat Brasil, pontua que 70% dos domicílios pernambucanos possui alguma forma de inadequação, seja de infraestrutura ou fundiária



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As fortes chuvas que atingiram Pernambuco na última semana, deixando 9.540 pessoas desalojadas ou desabrigadas, voltaram a expor a fragilidade da política habitacional no estado.

Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, a diretora-executiva da Habitat Brasil Socorro Leite afirmou que o problema não se resume à falta de moradias, mas também à precariedade das condições de quem já vive em imóveis inadequados, sobretudo em regiões vulneráveis às chuvas.

Déficit em moradia e em qualidade

Segundo ela, o déficit habitacional em Pernambuco tem duas dimensões. “Um déficit que é uma necessidade de novas moradias, mas também uma carência de melhores condições para quem já tem moradia”, pontua logo de início.

Socorro explica que o chamado déficit qualitativo é o mais expressivo no estado e está ligado à infraestrutura precária e à insegurança fundiária. “É a carência de infraestrutura e de melhores condições da moradia que já está construída, muitas vezes de forma incompleta sem a posse da terra regularizada”, disse.

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Ela destaca que esse tipo de inadequação atinge a 70% dos domicílios no estado e se agrava em períodos de chuva intensa. Apesar disso, a especialista ressalta que nem todas essas áreas estão em situação de risco imediato.

Remover o problema, não as pessoas

Socorro também chama atenção para uma medida comumente aderida, que é a remoção de famílias. “Nem sempre o risco se resolve removendo as famílias”, disse. Para ela, muitas situações exigem investimentos em infraestrutura urbana, como drenagem e contenção de encostas, em vez de reassentamentos.

“Quando a gente tem uma situação de chuvas intensas, como aconteceu nos últimos dias, a gente tem bairros inteiros que são alagados, inundados. Muitas vezes falta investimento no sentido de reduzir o risco. A gente precisa remover o risco e não necessariamente as pessoas“, afirmou.

A diretora da Habitat Brasil defende que o problema deve ser encarado de forma mais ampla, envolvendo planejamento urbano e atuação do Estado. “A gente precisa olhar para a cidade como um elemento vivo e que o tempo todo está sendo mexido”, disse.

Há solução permanente?

Durante a entrevista, ela também destacou a dificuldade de encontrar soluções permanentes para famílias que precisam ser removidas de áreas críticas. “Nem sempre a gente vê espaços adequados para a construção de novas moradias, bem localizados, seguros”, afirmou.

Segundo Socorro, a falta de políticas habitacionais consistentes faz com que famílias retornem para áreas vulneráveis após episódios de chuva. “Não existem outras opções. Então, muitas famílias retornam, e retornam para as suas casas, que foram já afetadas por inundações em outros momentos”, disse.

Para a especialista, a resposta ao problema depende de ações estruturais do poder público. “Se não existem opções, as famílias vão continuar morando, porque elas precisam morar em algum lugar”, disse.

Socorro conclui defendendo que o enfrentamento das enchentes passa por investimento contínuo em infraestrutura e habitação. “O Estado tem que prover moradia no volume que a gente precisa para dar conta dessas pessoas”, afirmou.

Ouça ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal






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