Com 14,8 milhões de ouvintes mensais no Spotify, o funkeiro Rodrigo do CN se apresentou no palco Favela do Rock in Rio nesta sexta-feira (4) e fez show em que esteve mais animado do que o público.
Natural do Espírito Santo –o CN é de Canaã, comunidade do município capixaba de Viana–, o artista encheu o palco Favela na faixa das 19h, enquanto no palco Mundo a banda The Hives se apresentava.
Ele enfileirou hits de TikTok para um público que mais observou do que dançou. Parte era formada por famílias com adolescentes.
Rodrigo abriu com “Se Quer Cair com Popô”, famosa no Rio de Janeiro pela versão da torcida do Vasco do refrão –”A Barreira vai virar baile”.
Sem evitar os palavrões, o artista canta músicas explicitamente sexuais, o que chamariam de funk proibidão na época em que o sucesso da música era medido pela régua das rádios.
O corpo de baile usou toda a estrutura do palco, formada por simulações de casas truncadas, lajes e caixas d’água, tradicionais de comunidades.
As músicas de curta duração pareciam estar de cor e salteado na cabeça do público, que só demonstrou empolgação, contudo, nos momentos em que o artista interagiu. Quando, por exemplo, perguntou quem já fez sexo num carro, ou quando exaltou mulheres que pagam as próprias contas.
Ele fechou o show com homenagem ao músico norte-americano Oliver Tree e ao DJ brasileiro Lucas Frota, vítimas de um acidente de helicóptero em junho, no Rio de Janeiro.













