Obra reúne reflexões sobre comunicação, política e pensamento negro feminista; lançamento integra a programação do Julho das Pretas
JC
Publicado em 17/07/2026 às 13:05
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A jornalista, escritora e pesquisadora Rosane Borges lança neste sábado (18), no Recife, o livro Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível.
A obra propõe uma reflexão sobre o papel das mulheres negras na formulação de ideias, na produção de conhecimento e na construção de alternativas para os desafios sociais e políticos do país. O lançamento, promovido pelo Observatório Feminista do Nordeste, integra a programação do Julho das Pretas.
Novos olhares sobre democracia e representação
Em Imaginários emergentes e mulheres negras, Rosane Borges articula referências do pensamento negro feminista, da comunicação e da política para discutir o esgotamento dos modelos sociais atuais e defender que experiências e saberes de mulheres negras são fundamentais para imaginar novos caminhos para o Brasil.
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A autora também provoca uma reflexão sobre quem tem sido historicamente reconhecido como capaz de projetar o futuro do país e de influenciar os rumos da democracia, questionando os espaços ocupados pelas mulheres negras na produção intelectual e no debate público.
O lançamento acontece às 18h deste sábado (18), na Livraria do Jardim, na Boa Vista, e contará com uma mesa de debate entre Rosane Borges, a jornalista Catarina de Angola e a ativista Ingrid Farias, com mediação da jornalista Kauana Portugal. Após a conversa, haverá sessão de autógrafos e venda de exemplares.
Com empolgação, Roseane convida o público para o evento: “são eventos com grande participação de público, com pessoas interessadas em acompanhar o debate e ouvir a mesa de discussões. Estou muito animada em estar mais uma vez no Recife para dialogar sobre um tema tão importante”.
Julho das Pretas
O evento faz parte da programação do Julho das Pretas, mobilização nacional que marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
A iniciativa reúne atividades voltadas à valorização das contribuições das mulheres negras e ao fortalecimento do debate sobre justiça social, democracia e enfrentamento das desigualdades.
Para o Observatório Feminista do Nordeste, responsável pela atividade, trazer a obra para Pernambuco também representa uma forma de ampliar a circulação da produção intelectual de mulheres negras e aproximar esse conhecimento do público.
“Há muito tempo as mulheres negras escrevem, pesquisam, formulam e apontam outros caminhos para o Brasil. O que fazemos é contribuir para que esse pensamento circule, encontre mais pessoas e fortaleça quem está construindo mudanças nos territórios, nos movimentos sociais e na política institucional”, destacou Marília Nascimento, cofundadora do Observatório.
Assista ao videocast Uma por Uma #09: Por que o voto das mulheres ainda incomoda?













