Recife capacita mulheres de áreas de risco para emergências climáticas

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Recife capacita mulheres de áreas de risco para emergências climáticas


Treinamento do NUPDEC Mulheres atende 20 moradoras da Zona Oeste com oficinas de primeiros socorros, evacuação e percepção de riscos de chuva


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Uma turma de 20 mulheres moradoras de áreas vulneráveis da Zona Oeste do Recife começou a receber, nesta quinta-feira (10), um treinamento promovido pela Prefeitura para atuar na prevenção e resposta a desastres climáticos.

A formação, que se estende até o dia 23, integra o projeto Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC Mulheres) e foca na mitigação de riscos provocados por chuvas intensas.

A abertura das atividades foi realizada na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). As oficinas práticas acontecem entre os dias 11 e 21 na ONG Mais Consultoria Social, no bairro da Várzea. O treinamento atende residentes das comunidades Barreira, Brega e Chique, Jardim Teresópolis e Rosa Selvagem.

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Conteúdo técnico e suporte comunitário

A programação aborda noções de socorro imediato, mapeamento de ameaças e dinâmicas de desocupação de locais sob risco:

  • Módulos técnicos: estratégias de redução de risco de desastres (ERRD), primeiros socorros, suporte psicológico, evacuação de área e um simulado de mesa.
  • Abordagem social: debates sobre perspectiva de gênero em emergências e racismo ambiental.
  • Atendimento infantil: atividades pedagógicas para as crianças acompanhantes das alunas, por meio do módulo “NUPDECQUINHO”, gerido pela Secretaria da Primeira Infância.

Atuação feminina na linha de frente

A gerente-geral de Atenção Social da Defesa Civil do Recife, Giselle Vieira, destacou a importância do trabalho educativo paralelo às intervenções físicas na região.

“A Zona Oeste já está sendo contemplada com obras e ações estruturadoras, mas é importante também fortalecer a resiliência, a prevenção e a educação para que a comunidade fique cada vez mais resiliente. Vale lembrar que o Recife é uma das cidades mais expostas aos efeitos das mudanças climáticas”, explicou.

A centralidade do público feminino na gestão de crises comunitárias foi apontada por Rachel Morais, chefe do Gabinete do ProMorar em exercício.

“A conscientização das mulheres é fundamental, porque elas são as principais agentes nas comunidades e atuam na linha de frente nos momentos de desastres climáticos”, declarou.

O coordenador do Laboratório de Inovação para Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da Unicap, Fábio Pedrosa, reforçou o foco na identificação prévia de perigos.

“Prevenção, conhecimento e informação são muito importantes para evitar desastres. É preciso aumentar a percepção de risco e a resiliência comunitária, entendendo os sinais da natureza para reduzir impactos em eventos extremos”, pontuou.

Com esta edição, a Defesa Civil soma quatro turmas do NUPDEC formadas este ano na capital — duas mistas e duas femininas —, com ações distribuídas entre as zonas Sul, Norte, Plana e Oeste. A iniciativa envolve cooperação entre secretarias municipais, Unicap, Uninassau, SAMU Metropolitano e o projeto ProMorar.






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