Governadora de Pernambuco concedeu entrevista ao Portal UOL e destacou números da gestão, sem querer adiantar as escolhas políticas para a eleição
JC
Publicado em 29/06/2026 às 20:22
| Atualizado em 29/06/2026 às 20:34
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Em tom pragmático, a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que sua relação com o Governo Federal é pautada por “entregas e resultados”, minimizando o apoio do presidente Lula ao seu principal adversário, o ex-prefeito João Campos (PSB). Em entrevista ao UOL em parceria com o jornal Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (29), Raquel destacou que o PT tem autonomia para escolher seus palanques, mas reforçou que mantém parcerias institucionais sólidas com a União para viabilizar obras como a Transnordestina e a recuperação do Metrô do Recife.
“Eu sou governadora do estado. O PT tem a condição de poder escolher qual o palanque que vai formar em Pernambuco, mas a gente tem pessoas que estão ao nosso lado e que estiveram ao longo dessa caminhada”, afirmou, citando que possui o apoio de prefeitos e deputados inclusive do Partido dos Trabalhadores.
Raquel reforçou que sua entrada no PSD, com o aval de Gilberto Kassab, garantiu-lhe autonomia para construir um caminho independente no Estado. “Nossa relação com o Governo Federal, com o presidente Lula, é baseada na entrega, entrega de trabalho e de resultado. E o Governo Federal quer isso”.
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A governadora rebateu as críticas de que Pernambuco estaria estagnado, contrastando sua gestão com a de seu antecessor, Paulo Câmara, à época do PSB. Ela ressaltou que retomou o diálogo com o Governo Federal para destravar obras como a Transnordestina e o Minha Casa, Minha Vida, além de realizar parcerias com o PAC para o Porto de Suape e a concessão do Metrô do Recife. Para Raquel Lyra, o resultado eleitoral será fruto do seu trabalho administrativo.
“Pernambuco voltou a crescer. Eu digo sempre que uma eleição é resultado daquilo que você fez antes dela. A gente nem escolhe adversário, a gente fala sobre o nosso trabalho”, declarou Raquel, assegurando que o Estado saiu de uma média de 3% de investimento da receita corrente líquida para fechar o ano com 13%.
Sobre a disputa com João Campos, Raquel foi questionada sobre os contornos jurídicos e éticos que já surgiram na pré-campanha. Sobre as acusações de que teria coordenado uma rede de espionagem contra adversários políticos, caso que chegou ao STF por iniciativa de Campos, a governadora negou veementemente qualquer irregularidade, afirmando que preza pelo fortalecimento das instituições e que “não manda na polícia”, agindo sempre dentro dos protocolos de investigação.
Diferenciando-se de alas mais radicais da direita, sobre a qual foi questionada se poderia fazer parte, Raquel Lyra, que é ex-delegada da Polícia Federal, afirmou ser contra algumas propostas como abrandamento do armamento da população civil. “Sou absolutamente contra armar a população”, declarou, defendendo o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e o uso de inteligência. No âmbito estadual, ela destacou o programa Juntos pela Segurança, afirmando que o Estado está há 18 meses consecutivos com redução na criminalidade e que já nomeou quase 8 mil agentes de segurança durante seu mandato.













