Como fisioterapia e quiropraxia podem ajudar a reduzir a dor da endometriose

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Como fisioterapia e quiropraxia podem ajudar a reduzir a dor da endometriose


Abordagem multidisciplinar usa terapia manual para restaurar mobilidade e “fluxo neural”, ao oferecer alívio para paciente com dor pélvica crônica

Por

JC


Publicado em 30/06/2026 às 22:04
| Atualizado em 30/06/2026 às 22:12


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A endometriose, doença inflamatória crônica que afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo, tem sido tradicionalmente tratada como uma doença puramente ginecológica, mas a ciência moderna revela uma realidade muito mais complexa. Hoje, sabe-se que a condição envolve inflamação sistêmica, sensibilização central da dor e alterações no sistema nervoso autônomo.

Nesse cenário, a fisioterapia e a quiropraxia somatovisceral surgem como aliadas importantes na modulação da dor e na melhora da qualidade de vida das mulheres.

O impacto das fibroses e a perda de mobilidade

De acordo com o fisioterapeuta Paulo Veiga, um dos principais desafios da endometriose são as aderências que se formam na parede do útero e nos ligamentos pélvicos. Segundo o especialista, essas aderências geram fibroses que restringem a mobilidade natural dos órgãos.

“Essas fibroses fazem com que o movimento intrauterino e o movimento próprio do útero que se move dentro da pelvis ele fique diminuído.” Essa limitação de movimento, afirma, aumenta a tensão em toda a região pélvica, além de estimular estruturas nervosas relacionadas às dores relatadas pelas pacientes.

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O tratamento é baseado em técnicas de alongamento e mobilidade que buscam restaurar a função fisiológica do útero e dos ovários. Segundo o fisioterapeuta, essa recuperação da mobilidade reduz o estímulo sobre a inervação local e, consequentemente, a dor.


DIVULGAÇÃO

Para o fisioterapeuta Paulo Veiga, um dos principais desafios da endometriose são as aderências que se formam na parede do útero e nos ligamentos pélvicos – DIVULGAÇÃO

A conexão intestinal e o fluxo neural

Além do útero, a saúde intestinal também desempenha um papel relevante na dor pélvica. A quiropraxia somatovisceral, de acordo com o especialista, atua na liberação de tensões nos ligamentos do intestino com o objetivo de favorecer a comunicação do sistema nervoso.

“Através dessas manobras, liberam-se as tensões para melhorar o fluxo neural, o fluxo do sistema nervoso para que ele possa mandar informações mais corretas e que tudo funcione mais corretamente”, explica Paulo Veiga, ao destacar a importância de restaurar o equilíbrio do sistema nervoso autônomo. 

Para mulheres que convivem com uma combinação de dor lombar, constipação e hipersensibilidade visceral, a abordagem integrada busca reduzir a chamada “amplificação neuroinflamatória”, mecanismo associado à manutenção do ciclo da dor.

Endometriose: dos sintomas ao tratamento

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a aproximadamente 190 milhões de pessoas. No Brasil, estimativas do Ministério da Saúde indicam prevalência entre 5% e 15% de mulheres que convivem com a condição.

Nos casos de endometriose, o tecido que normalmente reveste a parte de dentro do útero, chamado endométrio, cresce fora do útero, principalmente na região pélvica das pessoas do sexo feminino (entre o umbigo e a virilha).

Os sintomas da endometriose incluem cólicas menstruais; dor pélvica crônica ou constante (tem características como desconforto, dor pulsante e frequentemente piora com o tempo); dor durante a relação sexual (relacionada principalmente a lesões profundas na vagina); distensão abdominal, sangramento nas fezes, constipação e dor anal durante o período menstrual; infertilidade. 

Esses sintomas também podem aparecer em outros quadros de saúde e devem ser sempre investigados. 

O tratamento deve ser individualizado. O uso de medicamentos pode ser eficaz no controle da dor pélvica e deve ser o tratamento de escolha se não houver indicações para cirurgia.

O procedimento deve ser realizado por uma equipe de saúde qualificada, por meio de medicamentos hormonais e analgésicos e, quando necessário, pode incluir terapias complementares, como atividade física, fisioterapia, acupuntura e suporte psicológico.






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