Parlamentares apontam sub-representação e violência política de gênero em debate sobre mulheres no poder
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Mesmo sendo maioria do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda ocupam uma parcela pequena dos espaços de poder na política. A sub-representação feminina, a violência política de gênero e as dificuldades de ascensão dentro dos partidos foram alguns dos temas discutidos em debate promovido pela Rádio Jornal, reunindo parlamentares pernambucanas em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8).
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as mulheres representam 52,47% do eleitorado brasileiro, com mais de 81 milhões de eleitoras aptas a votar. Apesar disso, a presença feminina nos espaços de decisão ainda é limitada.
No Congresso Nacional, por exemplo, a participação feminina segue abaixo de 20%. Levantamento do Observatório Nacional da Mulher na Política aponta que as mulheres ocupam cerca de 17,7% das cadeiras da Câmara dos Deputados e menos de 20% no Senado, percentual inferior à média global de representação feminina nos parlamentos.
Maioria no eleitorado, minoria no poder
Durante o debate, a senadora pernambucana Teresa Leitão (PT) destacou que a presença feminina nos espaços de decisão ainda está longe de refletir o peso das mulheres na sociedade brasileira.
“Nós somos dezesseis senadoras, o que significa cerca de 20% da Casa que tem 81 parlamentares. A gente precisa exigir dos partidos que haja essa consideração para que não estejamos apenas nos espaços específicos das mulheres, mas em todos os espaços de decisão”, afirmou.
A parlamentar ressaltou que a atuação conjunta da bancada feminina tem sido uma estratégia para ampliar a força política das mulheres dentro do Congresso.
“No Senado, nós nos organizamos em uma bancada feminina suprapartidária. Sem a gente lá fica mais difícil. A gente precisa estar nos espaços para debater e mudar essa realidade”, disse.
Barreiras dentro dos próprios partidos
A deputada estadual Débora Almeida (PSDB) destacou que a desigualdade de gênero também se manifesta dentro das estruturas partidárias e legislativas, onde mulheres frequentemente enfrentam mais cobranças e menos oportunidades.
“Para a mulher ser protagonista no exercício do seu mandato, você tem que se esforçar demais, tem que ser excelente. Existe uma cobrança muito maior sobre a mulher do que sobre o homem”, afirmou.
A parlamentar também relatou episódios vividos ao assumir funções de destaque na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
“Quando cheguei à Assembleia fui a primeira mulher a presidir a Comissão de Finanças e Orçamento. Em alguns momentos fui desautorizada mesmo cumprindo o regimento. Será que se eu fosse um homem teria acontecido isso?”, questionou.
Violência política de gênero
Outro ponto destacado no debate foi a violência política contra mulheres, prática que passou a ser tipificada como crime no Brasil em 2021. A legislação prevê punições para casos de constrangimento, humilhação ou ataques direcionados a mulheres em razão de sua atuação política.
Segundo Débora Almeida, esse tipo de violência ainda é subnotificado e pode desestimular a participação feminina na vida pública.
“A violência política contra a mulher é uma das causas que mais afastam as mulheres da política. Muitas olham o que outras estão sofrendo e pensam duas vezes antes de entrar”, afirmou.
Casos recentes em Pernambuco
Durante o debate, também foram citados episódios envolvendo lideranças políticas femininas em Pernambuco que, segundo as parlamentares, ilustram como a disputa política pode ganhar contornos de violência ou deslegitimação de gênero.
Entre os casos mencionados está a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), primeira mulher eleita para comandar o Estado. Desde a campanha eleitoral de 2022, a gestora tem relatado episódios de ataques e questionamentos relacionados ao fato de ser mulher na política.
Também foi lembrado o caso da ex-deputada federal Marília Arraes, que disputou o Governo de Pernambuco em 2022, e frequentemente relata ter sido alvo de ataques pessoais durante o processo eleitoral.
Para Teresa Leitão, episódios como esses mostram que a desigualdade de gênero ainda influencia a dinâmica da política brasileira.
“As mulheres foram invisibilizadas durante muito tempo. Cada passo é um avanço. Mas, ao chegar na política, precisamos ter compromisso com as causas das mulheres”, afirmou.
Participação feminina cresce lentamente
Apesar das dificuldades, especialistas apontam que a presença feminina na política tem avançado gradualmente, ainda que em ritmo lento.
Nas eleições municipais mais recentes, apenas cerca de 13% das prefeituras brasileiras passaram a ser comandadas por mulheres, evidenciando a distância entre a presença feminina no eleitorado e nos cargos de poder.
Para as parlamentares que participaram do debate, ampliar a representação feminina nas instituições é um passo essencial para fortalecer a democracia.
“Sem a presença das mulheres nos espaços de decisão fica mais difícil transformar a realidade. Precisamos ocupar esses lugares e construir políticas públicas que representem toda a sociedade”, concluiu Teresa Leitão.




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