Paralamas do Sucesso e Nação Zumbi esquentam C6 Fest com rock brasileiro

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Paralamas do Sucesso e Nação Zumbi esquentam C6 Fest com rock brasileiro


Os Paralamas do Sucesso e Nação Zumbi juntaram suas forças no palco do C6 Fest, em São Paulo, neste domingo. Ícones do rock nacional, as bandas tocaram quatro músicas em conjunto, destacando a força de um repertório que resistiu ao tempo ao dar sentido brasileiro ao gênero anglófono de guitarras.

O show foi uma das atrações do último dia do festival, com shows no parque Ibirapuera desde quinta (21). A programação exclusiva de jazz aconteceu nos dois primeiros dias, dentro do auditório do parque, enquanto o fim de semana concentrou as atrações mais pop —sábado teve de Mano Brown a The xx, enquanto o domingo teve ainda Robert Plant, Oklou e Beirut, entre outros.

No show do Paralamas, o público ocupou a maior parte da pista na área externa do auditório, num fim de tarde frio, mas sem chuvas. O vocalista Herbert Vianna conduziu a apresentação entre as músicas e interações com a plateia, com mais cabeças brancas em relação ao dia anterior.

A banda cantou um punhado de hits antes de Vianna chamar seus “grandes amigos de muito tempo”, os integrantes da Nação Zumbi, ao palco. Juntos, tocaram “Selvagem”, da banda carioca, e “A Praieira”, clássico do grupo pernambucano na época de Chico Science, cantada em coro pelo público.

A Nação saiu do palco sob gritos de “mais um”, e só na reta final voltou a se juntar ao Paralamas. Os cariocas, no meio-tempo, emendaram sucessos como “O Beco”, “A Novidade”, “Uma Brasileira”, “Óculos” e “Meu Erro”, provocando um karaokê coletivo.

Não é à toa que este tenha sido o show em que o público mais estava familiarizado com o repertório. Nos anos 1980, o Paralamas foi um dos grupos que mais se dedicou a construir um rock com identidade brasileira, também com influências latinas e caribenhas. A Nação seguiu essa trilha na década seguinte, botando o maracatu e o rap nas guitarras distorcidas.

Esse aspecto saltou aos olhos e ouvidos no show do C6. As alfaias pernambucanas deram peso e balanço ao “riff” roqueiro de “O Calibre”, do Paralamas, enquanto os sopros dos cariocas temperaram “Manguetown”, da Nação Zumbi.

O show acabou meio abruptamente —provavelmente porque as bandas estouraram o horário de encerramento, às seis da tarde. Ficou também a sensação de que o sistema de som da área externa do auditório estava aquém da massaroca sonora que vinha do palco.

Antes do Paralamas com Nação Zumbi, cantaram Magdalena Bay, Samuel de Saboia e Benjamin Clementine. O cantor britânico se apresentou na tenda Metlife, o palco secundário do C6 Fest, para uma plateia cheia.

Ele impressionou pela voz, tão afinada que às vezes nem parecia estar cantando ao vivo. O show foi guiado pelo canto, pelo piano que o músico tocou e também por suas poesias sobre superar tempos de dificuldade. Clementine se revezou entre ficar sentado diante do instrumento e se levantar para cantar mais perto do público, que muitas vezes pareceu disperso.

O britânico também foi acompanhado por uma banda completa e recebeu uma pequena orquestra de cordas e sopros para a música “Nemesis”. Nesses momentos, a apresentação beirou a autoajuda com a soma da poesia do artista e o instrumental melodioso.



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