Os desafios do governo Lula naquilo que o ministro Dario Durigan chama de milha final para cumprir depois das eleições

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Os desafios do governo Lula naquilo que o ministro Dario Durigan chama de milha final para cumprir depois das eleições


Dário Durigan falou para a Rádio Jornal e defendeu que o governo Lula entrega uma administração pública mais organizada que encontrou em 2024


Clique aqui e escute a matéria

Na conversa que teve ontem com jornalistas e economistas no Passando a Limpo apresentado pelo comunicador Igor Maciel, o ministro da Fazenda Dario Durigan reconheceu as dificuldades que o país enfrenta com os juros que afetam a todo mundo, as famílias, os agricultores, as empresas, mas rebateu as críticas de que o governo está gastando apenas para ganhar a eleição afirmando que não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que 2027 vai virar o apocalipse.

Durigan tem um comportamento muito mais assertivo que o antecessor Fernando Haddad. E lembrou que o Brasil está com taxa mínima de desemprego, mínima de inflação, recorde na balança comercial e que vai colher safra recorde. Também está com redução de desmatamento, que aqui no Governo Lula “ não passa boiada”, porque se cuida do meio ambiente, ao mesmo tempo que cuida da economia.

A questão dos juros

Ao reconhecer a questão dos juros, o ministro se protege, mas vai ao embate. Não estou dizendo que tá tudo resolvido. Nós temos essa milha final para cumprir, temos que lidar com juros e com o endividamento.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

E prossegue: “Como chefe do Tesouro Nacional, eu sinto o impacto dos juros, porque tenho que pagar juros altos para rolar a dívida do país, o que me incomoda muito. Então, nós temos que fazer esse trabalho. E sei que, diminuindo o gasto obrigatório, projetando para frente, nós vamos melhorar ainda mais as contas do país, de modo que o Banco Central não tenha que manter juros altos.”

Incisivo e otimista.

O ministro é incisivo, mas é otimista. Ele vê as análises afirmando que, por causa dos juros estarem muito altos, a economia tende a desacelerar, lembrando que existem pessoas que estão aceitando a sua projeção para o ano que vem, que é de um crescimento de mais de 2%. Embora reconheça que tem gente dizendo que não vai crescer um pouco menos.

Ao ser questionado se, com as condições atuais, a gente não está correndo o risco de crescer no presente, mas de perder capacidade produtiva no futuro exatamente porque a nossa dívida está passando de 80% do PIB, Durigan tem uma leitura diferente:

Tamanho da dívida

Não existe uma regra ou um limite colocado nos manuais internacionais, seja do FMI, seja de outra organização internacional, que diga qual é o limite do endividamento de um país, diz o ministro. São tamanhos e países diferentes, mas então eu não estou comparando para dizer que o nosso tá bom, porque o nosso não tá bom. Quando você olha para os Estados Unidos, para os países da Europa, para a China, para o Japão, o endividamento é muito maior que o nosso, afirma o ministro, que tem uma outra avaliação.


Divulgação

Lula da Silva assinou decreto nº 13.033-2026 que permite o bloqueio de recursos financeiros de bets irregulares. – Divulgação

“Sim. Nós temos que cuidar para que esse endividamento; de um país que tem uma renda per capita mais baixa; que paga juros mais altos, inclusive para rolar essa dívida, portanto, que pode crescer rapidamente, e que é um patamar alto, seja administrado. E, nas nossas projeções do Tesouro — que a gente faz com muito conservadorismo — é que vamos continuar crescendo até 2030 e seguiríamos ainda crescendo nessa trajetória. Mas que a partir de 2030, a gente reduz, passa a diminuir essa relação de endividamento/PIB, prevê Durigan.

Terrorismo na análise

E, contestando o que ele chama de terrorismo nas análises, Durigan é ainda mais duro. “Nós temos um problema no Brasil que é a taxa de juros e uma taxa de juros que ela, sim, não é o resultado fiscal. Não é porque o governo gasta demais que nós estamos aumentando o endividamento. Isso não é verdade. Desde 2024, a gente tem fechado e tem tido um déficit fiscal muito pequeno, que não explica o endividamento. A taxa de juros é um problema. E qual a melhor forma do governo endereçar esse problema? Atuando, responde.

“Nós passamos bem por esse debate. Então, a gente segue no ano de 2026, que, claro, é um ano difícil, um ano de polarização, um ano de grandes debates. Mas eu vejo com muito bons olhos e faço esse trabalho durante esse ano com muita tranquilidade porque eu acho que nós precisamos fazer um ano de 2026 diferente de 2022. Com respeito institucional, com clareza das contas públicas, com transparência dos desafios que nós vamos encarar à frente, avalia o ministro.

Brasil melhor

O ministro responde à questão sobre qual cenário fiscal o futuro presidente vai encontrar no Brasil de forma bem incisiva, indo para o confronto: O cenário fiscal que o futuro presidente vai encontrar é melhor do que o que o presidente Lula encontrou, simples assim.

E afirma que está “muito melhor do que o presidente Lula encontrou”. Ele lembrou que em 2022 houve uma PEC (contrariando todas as perspectivas de legislação eleitoral, de que no momento da eleição você não pode aumentar o benefício social) que aumentou o Bolsa Família para R$ 600. Não existia previsão no orçamento. O orçamento enviado para 2033 não previa essa despesa.

Sem supresas

Não vai ter caixinha de surpresa dentro dizendo: “Olha, nós fizemos superávit, mas na verdade eu contratei um FUNDEB sem lastro. Eu estou pagando o benefício social para tentar ganhar a eleição sem previsão orçamentária. Não tem déficit, não tem calote em precatório, calote em governador. Nós estamos deixando a situação fiscal do país muito melhor do que a gente recebeu.

Então, o que estou dizendo é que, para o próximo governo, com o orçamento que eu vou encaminhar ao Congresso no dia 31 de agosto, não teremos surpresa, concluiu o ministro.


Divulgação

Crédito do Trabalhador. – Divulgação

Crédito do Trabalhador

Levantamento da Serasa Experian apontou que, embora o número de operações tenha ido de 11 mil para mais de 25 mil contratos, o tíquete médio dos empréstimos do programa Crédito do Trabalhador encolheu 73%, recuando de R$ 8,6 mil para R$ 2,3 mil.

O perfil dos tomadores também acende um sinal de alerta entre analistas financeiros, pois 78% dos trabalhadores que contrataram a nova linha possuem mais de 81% de sua renda mensal inteiramente comprometida com dívidas, e 86% dos contratos concentram-se em pessoas posicionadas nas faixas de menor pontuação (score) de crédito.


Divulgação

Aposta de jovens em bets está em crescimento. – Divulgação

Apostas jovens

Quase metade dos brasileiros entre 25 e 34 anos já utilizou dinheiro destinado a outras despesas para realizar apostas esportivas. O dado faz parte de uma pesquisa da meutudo, fintech especializada em soluções de crédito, realizada com mais de 10 mil participantes, que mostra que 46% das pessoas dessa faixa etária afirmam já ter redirecionado recursos do orçamento para apostar, evidenciando o impacto das bets nas decisões financeiras.

Custo das canetas

O mercado brasileiro de medicamentos da classe GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, vive um momento de transformação. Uma pesquisa nacional realizada pela Febrafar revelou que ele é considerado financeiramente viável para apenas 28% dos pacientes aptos a utilizá-lo. Entretanto, 65% dos pacientes acabam interrompendo o tratamento ou não conseguem manter a posologia recomendada devido a limitações financeiras.


Divulgação

CNI e Governo Brasileiros voltam aos estado sunidos para etntarnolvas conversas. – Divulgação

Nova missão

A CNI e o governo trabalham numa nova missão da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada para a internacionalização da cadeia produtiva nacional. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, detalhou que a CNI contribuirá com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para a criação da 7ª missão da NIB, que terá atuação direta do SESI e SENAI, além de federações estaduais das indústrias, para promover a internacionalização de empresas.

Data do IBS e CBS

A partir de 3 de agosto passa a ser obrigatório o destaque do IBS e da CBS nas notas fiscais eletrônicas, conforme o cronograma da Reforma Tributária. Apesar da transição gradual da cobrança dos tributos, a nova exigência impõe desafios operacionais às empresas, que precisam adequar ERPs, sistemas de gestão e processos fiscais para evitar erros na emissão de documentos, dificuldades na apropriação de créditos e riscos de autuações.

Polishop no RioMar

O Espaço Pernambuco Construtora no RioMar Casa 2026 recebe, no dia 30 de julho, a visita do empresário João Apolinário, fundador da Polishop e sócio da Decor Colors. O executivo é o convidado de um talk na Arena de Conteúdo, voltado às tendências que vêm transformando os mercados de arquitetura, design e construção. Durante o encontro, serão discutidos temas como inovação e empreendedorismo.

 

 






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *