Os ataques contra o território iraniano foram suspensos após pedidos de países mediadores do conflito e outras nações do Oriente Médio
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 27, que Washington está em “negociações muito profundas” com o Irã, mas que, caso as conversas fracassem, retomará “uma ação militar muito forte”.
As declarações foram dadas em entrevista ao site americano Axios. “Estamos em negociações muito profundas com o Irã. Se elas não derem certo, voltaremos a uma ação militar muito forte” disse Trump.
O republicano afirmou que decidiu suspender os ataques contra o território iraniano na sexta-feira, 25, após países que atuam como mediadores do conflito e outras nações do Oriente Médio pedirem que ele desse uma nova chance às negociações. “Todas as pessoas que lidam com o Irã me pediram: “‘Não atire'”, afirmou.
Essa foi a primeira pausa nos ataques desde a retomada das hostilidades, no início de julho. Ao explicar por que aceitou o pedido, Trump disse que não tinha “nada a ganhar, nada a perder”. Questionado sobre quanto tempo estaria disposto a dedicar às conversas, ele respondeu: “Não muito tempo”. “Ou acontece rápido ou não acontece nada.”
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Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, negou que Teerã tenha iniciado negociações com Washington para encerrar o conflito.
“Os mediadores podem nos transmitir mensagens da parte americana sobre os acontecimentos mais recentes na região. Mas, no momento não estamos envolvidos em nenhuma negociação com os EUA”, disse Baqaei.
Novo acordo
Segundo o Axios, as negociações em andamento estão concentradas em um novo acordo, que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, e na retomada de conversas sobre um tratado nuclear abrangente. O site afirmou que as discussões são conduzidas principalmente entre Irã e Omã, mas que Catar, Paquistão, Egito e os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, participam ativamente.
Fontes regionais disseram ao Axios que as negociações entre Omã e Irã avançaram, mas nenhum acordo foi alcançado até o momento. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, conversou nesta segunda-feira por telefone com seus homólogos do Irã, Catar, Arábia Saudita, Kuwait e Egito.
Em comunicado, al-Busaidi afirmou que as discussões “se concentraram em maneiras de melhorar as perspectivas de alcançar acordos práticos, justos e sustentáveis para a navegação marítima através do Estreito de Ormuz”.
Uma fonte regional disse ao site que uma das ideias discutidas é autorizar que Irã, Omã e outro países da região cobrem “taxas de serviço razoáveis” por segurança marítima, proteção ambiental e outros serviços.
Segundo o Axios, a fonte afirmou que o sistema poderia funcionar de forma semelhante ao do Estreito de Malaca, onde Malásia, Indonésia e Singapura cobram das embarcações por serviços específicos, em vez de uma taxa fixa de trânsito. Outra possibilidade seria direcionar as taxas para um fundo conjunto administrado com a participação da Organização Marítima Internacional (OMI).











