A Ópera Nacional de Washington abriu uma ação superior a US$ 17 milhões contra o Kennedy Center, com o qual rompeu sua longa relação em janeiro. Apresentado nesta quinta, o processo alega que a instituição, desde que a companhia se tornou independente, se recusa a liberar valores devidos, que dizem respeito a fundos patrimoniais, arrecadações em prol dos artistas e outras doações.
“A WNO [Washington National Opera], a contragosto, entra com este processo para preservar seu futuro e proteger seus doadores e artistas”, disseram advogados da ópera em documentos judiciais, em que os valores devidos são descritos como fundamentais para as operações da companhia.
Em resposta ao processo, a porta-voz do Kennedy Center, Roma Daravi, afirmou que o relacionamento entre a instituição e a ópera desgastou financeiramente o centro por mais de uma década, com um suposto déficit de US$ 72 milhões.
“O centro agiu de forma transparente e no melhor interesse do público ao longo de todo este processo”, afirmou Daravi num comunicado emitido à imprensa. “Este processo não tem fundamento e planejamos entrar com uma contra-ação para defender a instituição.”
A Ópera Nacional de Washington deixou o Kennedy Center, em janeiro, um mês após o centro ter sido rebatizado como “Trump-Kennedy Center“. A mudança foi determinada pela diretoria do centro artístico, renomeado por Trump em 2025, e sem aprovação do Congresso.
Recentemente, a Justiça americana decretou a reversão do novo nome.
Naquela época, a declaração da ópera veio na esteira de outras tensões entre Donald Trump e o centro artístico, que se estendem desde o início do atual governo do presidente americano. Entre outros episódios dos últimos meses, por exemplo, o tradicional show de Ano-Novo da instituição foi cancelado pelos músicos responsáveis, em protesto contra a renomeação.













