A preferência do consumidor e a estratégia das incorporadoras continuam concentradas em plantas compactas e funcionais na capital paulista
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– André Tambucci/ Fotos Públicas
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O mercado imobiliário da cidade de São Paulo segue aquecido, impulsionado principalmente pelos imóveis econômicos. De acordo com a Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário (PMI), divulgada pelo departamento de Economia e Estatística da entidade, a capital paulista registrou a comercialização de 9.993 unidades residenciais novas em maio de 2026.
No acumulado de 12 meses (junho de 2025 a maio de 2026), o desempenho impressiona: a cidade soma 114,8 mil unidades vendidas, movimentando um Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 60,2 bilhões. Somente no mês de maio, o VGV faturado foi de R$ 5,7 bilhões (valores atualizados pelo INCC-DI da FGV). O indicador de Vendas Sobre Oferta (VSO), que mede o ritmo de escoamento do mercado, atingiu 10,1% no mês e consolida 55,9% no acumulado de 12 meses.
Lançamentos e Estoque
O volume de novos projetos que chegaram ao mercado superou o ritmo de vendas do mês, mantendo o estoque abastecido. Foram introduzidas 13.130 novas unidades em maio, elevando o acumulado de 12 meses para 144,7 mil residências.
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A capital encerrou o mês com 88,8 mil imóveis remanescentes para venda (na planta, em construção e prontos) lançados nos últimos três anos. Esse estoque totaliza um Valor Global da Oferta (VGO) de R$ 66,4 bilhões.
Minha Casa, Minha Vida dita o ritmo do mercado
Após a atualização das faixas de preço do programa federal em abril de 2026 — que fixou o teto das Faixas 1 e 2 em R$ 275 mil, e a Faixa 3 em R$ 400 mil —, os imóveis do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) se tornaram os grandes protagonistas do setor.
O segmento respondeu por 70% dos lançamentos (9.152 unidades) e 71% das vendas (7.105 unidades) na capital em maio. A oferta desse tipo de imóvel ficou em 49.615 unidades, registrando a velocidade de vendas (VSO) mais alta do período, com 12,5%. Em contrapartida, os demais mercados de médio e alto padrão registraram 3.978 lançamentos, 2.888 vendas e VSO de 6,9%.
O Perfil do imóvel paulista
A preferência do consumidor e a estratégia das incorporadoras continuam concentradas em plantas compactas e funcionais. Os modelos de 2 quartos foram o destaque absoluto: representaram 54% dos lançamentos, 65% das vendas, 55% da oferta disponível e o maior VSO da categoria (11,8%), gerando R$ 2,3 bilhões em VGV.
Unidades entre 30 m² e 45 m² de área útil lideraram os lançamentos (52%) e as vendas (64%), além de garantirem o maior VSO (12,3%). No entanto, o maior valor financeiro estocado (VGO) ficou com os imóveis de luxo, acima de 180 m², que abocanham 31% do total (R$ 20,4 bilhões).
Imóveis na faixa de R$ 275 mil a R$ 400 mil lideraram em volume (47% das vendas). A maior velocidade de vendas por preço (VSO de 13,3%) foi da faixa abaixo de R$ 275 mil. Já o alto luxo (acima de R$ 5,0 milhões) respondeu pelo maior faturamento do mês: 27% do VGV (R$ 1,6 bilhão) e 27% do VGO (R$ 17,8 bilhões).
A distribuição geográfica dos negócios mostra dinâmicas diferentes entre as regiões de São Paulo.
Zona Sul foi o principal motor de volume da capital, concentrando 50% dos lançamentos (6.603 unidades), 34% das vendas e detendo a maior fatia do estoque financeiro (VGO de R$ 25,2 bilhões).
Zona Oeste consolidou-se como a região de maior valor agregado, registrando 39% do faturamento total da cidade (VGV de R$ 2,2 bilhões), puxada por empreendimentos de maior custo por metro quadrado.
Zona Leste destacou-se pela eficiência de mercado, apresentando a maior velocidade de vendas da capital, com um VSO de 11,1%.












