‘O Nordeste tem muito a ensinar para o Brasil’, afirma presidente do Todos pela Educação sobre avanços na educação pública

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‘O Nordeste tem muito a ensinar para o Brasil’, afirma presidente do Todos pela Educação sobre avanços na educação pública


Em entrevista à Rádio Jornal, Priscila Cruz destacou Pernambuco, Ceará, Piauí e Alagoas e defendeu a disseminação de políticas educacionais


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O Nordeste reúne experiências na educação pública que podem servir de referência para outras regiões do Brasil. A avaliação é de Priscila Cruz, cofundadora e presidente-executiva do Todos pela Educação, que destacou os resultados de estados como Ceará, Pernambuco, Piauí e Alagoas durante entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta quinta-feira (15).

Ao analisar os desafios da educação brasileira, a especialista afirmou que os resultados alcançados por estados nordestinos precisam ser mais conhecidos e considerados na formulação de políticas públicas.

“O Nordeste tem muito a ensinar para o Brasil, para São Paulo, para os fluminenses, para quem mora no Distrito Federal, para quem está em estados que são estados mais ricos e que não têm o mesmo resultado”, declarou.

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Estados nordestinos se destacam na educação

Priscila citou o Ceará como referência histórica na alfabetização e no ensino fundamental. Também destacou o Piauí pelo avanço na aprendizagem de matemática no ensino médio e pelo crescimento das matrículas em tempo integral e na educação profissional.

Em relação a Pernambuco, a presidente do Todos pela Educação ressaltou a trajetória do estado na expansão do ensino integral. “Pernambuco é o grande case nacional de educação integral, é um estado que, historicamente, é um dos que mais cresceu em todo o Brasil, não só no Nordeste”, afirmou.

Alagoas também foi mencionado pela evolução nos anos iniciais e finais do ensino fundamental na edição mais recente do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), segundo a análise apresentada pela especialista.

Para Priscila, o desafio é transformar experiências localizadas em políticas capazes de ampliar a qualidade do ensino para todos os estudantes. “A gente tem que olhar para, justamente, o que essas cidades do Nordeste estão fazendo, o que os estados do Nordeste estão fazendo que a gente pode levar para outros estados”, disse.

Aprendizagem e formação de professores

A entrevista também abordou uma pesquisa sobre a percepção de estudantes brasileiros em relação à educação. Segundo Priscila, os alunos têm demonstrado uma compreensão mais ampla do direito à educação, que não se limita à matrícula e inclui aprendizagem, infraestrutura e qualidade das aulas.

“A demanda educacional está mudando. Isso é bom, porque isso mostra uma conscientização mais forte por parte dos estudantes”, avaliou.

A especialista relacionou essa cobrança à percepção de que a formação escolar será decisiva para enfrentar um futuro marcado por incertezas, mudanças tecnológicas e climáticas e maior concentração de renda. Nesse cenário, defendeu melhores condições nas escolas e valorização da formação docente.

Priscila também destacou a importância da formação inicial e continuada dos professores para lidar com situações de indisciplina e com os desafios cotidianos da sala de aula. Na entrevista, citou o programa Mais Professores e defendeu a continuidade de políticas voltadas à preparação dos profissionais da educação.

Acompanhe a entrevista na íntegra






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