“O Morro dos Ventos Uivantes”, que já estreou entre polêmicas, tem começado a colher os investimentos. A nova adaptação do clássico de Emily Brontë, liderada pela diretora Emerald Fennell, já arrecadou US$ 82 milhões em seu final de semana de estreia na bilheteria mundial. Dessa quantia, 49% foram adquiridas nos Estados Unidos (US$ 40 milhões) e 51% em cinemas internacionais (US$ 42 milhões).
A nova adaptação com Margot Robbie e Jacob Elordi também teve a melhor estreia do ano (até agora) na bilheteria dos Estados Unidos, arrecando US$ 40 milhões, nos primeiros quatro dias que esteve nos cinemas.
O longa deixou para trás outras estreias da semana. Em segundo lugar, ficou a animação “Um Cabra Bom de Bola” com US$ 26 milhões; seguido de “Caminhos do Crime”, que conta com Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Halle Berry e teve uma arrecadação de US$ 15 milhões.
A versão de “O Morro dos Ventos Uivantes” de Fennell —que escreveu e dirigiu os sucessos “Bela Vingança” e “Saltburn”— tem dividido opiniões desde que a diretora anunciou o projeto. Dentre as variadas críticas, está a escolha de atores adultos (Robbie tem 35 anos e Elordi, 28) para interpretarem personagens adolescentes; e o fato de que Robbie manteve o cabelo loiro e liso, em vez dos “cachos castanhos” descritos no romance.
Entretanto, a maior crítica está na escolha de Elordi, um homem branco, para o papel de Heathcliff. Isso porque no romance de Brontë, esse personagem é descrito como “cigano de pele escura”, o que levou alguns estudiosos a sugerir que ele não fosse branco. Para alguns, é justamente essa não branquitude que explica sua condição de outsider e os maus-tratos que sofre na história.
Na adaptação de 2011, dirigida por Andrea Arnold, o personagem de Heathcliff foi interpretado pelo ator negro James Howson, enquanto a atriz Kaya Scodelario, aos 19, assumiu o papel de Cathy.
Fennell também recebeu críticas quanto ao erotismo explícito presente no trailer do longa. Na época da divulgações, as críticas defendiam que a diretora não queria que “O Morro dos Ventos Uivantes” fosse menos extravagante, moderno ou sexualmente explícito que suas outras obras.
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