Netanyahu acusa o Hezbollah de ‘sabotar’ as negociações com o Líbano

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Netanyahu acusa o Hezbollah de ‘sabotar’ as negociações com o Líbano



O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta sexta-feira (24) o grupo xiita libanês Hezbollah de estar “sabotando” as negociações iniciadas há uma semana com o governo do Líbano, que na véspera resultaram em uma prorrogação de três semanas do cessar-fogo, pelo que voltou a defender sua “total liberdade” de atacar o país vizinho

“Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e o Líbano, e temos certeza de que o Hezbollah está tentando sabotá-lo. Reservamo-nos total liberdade de ação diante de qualquer ameaça, inclusive as emergentes”, afirmou em um breve comunicado enviado à imprensa.

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“Atacamos ontem e atacamos hoje. Estamos decididos a restabelecer a segurança dos habitantes do norte”, enfatizou o líder israelense, em um dia em que pelo menos duas pessoas já morreram em um bombardeio das Forças de Defesa de Israel (FDI) contra duas localidades no sul do Líbano, no que foi descrito como uma resposta ao lançamento de projéteis pelo grupo xiita.

Netanyahu voltou a se gabar de estar mudando o “panorama” no Oriente Médio e, na sequência, confirmou ter mantido uma conversa “excelente” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ele está exercendo uma pressão muito forte sobre o Irã, tanto no âmbito econômico quanto no militar. Estamos agindo em plena colaboração”, assegurou.

O Líbano e Israel concordaram nesta quinta-feira em prorrogar o frágil cessar-fogo por mais três semanas, após um segundo encontro mediado pelos Estados Unidos. Apesar disso, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou pouco depois que a prorrogação, anunciada pelo próprio Trump, “não é 100% garantida”, alegando “retaliações” contra o Hezbollah.

As autoridades libanesas elevaram, ao longo do dia, para 2 483 o número de mortos e para 7.707 o de feridos nesta última ofensiva israelense lançada contra o país vizinho desde o último dia 2 de março, dias após o início dos bombardeios contra o Irã.



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