À Rádio Jornal, pré-candidato do PSD criticou votação do fim da escala 6×1, prometeu pacote de reformas e defendeu novo modelo de contratação
Ryann Albuquerque
Publicado em 28/05/2026 às 11:34
| Atualizado em 28/05/2026 às 11:46
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Em meio ao avanço da proposta que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho no país, o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou a forma como a Câmara dos Deputados aprovou a medida e defendeu a criação de uma alternativa para trabalhadores que não queiram seguir o modelo tradicional da CLT.
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta quinta-feira (28), o ex-governador de Goiás afirmou que, se eleito, respeitará a adoção do modelo 5×2, mas apresentará ao Congresso uma proposta para permitir contratos por horas trabalhadas, especialmente voltada aos jovens.
“Respeitarei a decisão de 5 por 2, mas também encaminharei uma alternativa para a juventude brasileira, aqueles que não querem o sistema CLT, que possam trabalhar com horas trabalhadas”, afirmou.
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A declaração foi dada um dia após a Câmara aprovar a proposta que acaba com a escala 6×1. O texto prevê uma transição para a jornada de 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado.
Para Caiado, a votação ocorreu em meio ao calendário eleitoral e sem debate suficiente sobre os impactos para pequenos empresários, comércio, hotelaria e outros setores da economia. “Como é que você vota um tema tão relevante quanto este, sem que o governo chame, sem que haja debates aprofundados, o custo que isso terá às pessoas, aos pequenos empresários, ao pessoal de hotelaria, de comércio?”, questionou.
Confira a entrevista completa:
Listen to Projeções de Ronaldo Caiado byRádio Jornal on hearthis.at
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Contratação flexível
Na avaliação de Caiado, a discussão sobre a escala 6×1 foi conduzida de forma apressada e com viés eleitoral. O pré-candidato comparou a medida a outras ações recentes do governo federal, como a suspensão da chamada “taxa das blusinhas”.
“Você nota que o Brasil, por 20 anos no comando do PT, não vê nenhuma política estruturante no país. Você vê, mais uma vez, tentar jogar os funcionários contra os empresários. Não se governa dessa maneira”, disse.
O ex-governador afirmou que a votação colocou parlamentares em uma posição difícil, porque a proximidade das eleições reduziria a margem para críticas públicas à proposta. “Você não dá ao cidadão que votou contra nenhuma capacidade de se explicar. Há quatro meses de uma eleição. É isso que o Brasil vive”, afirmou.
Caiado disse ainda que pretende defender um modelo mais flexível de contratação, baseado em acordo entre trabalhador e empresa. “O Lula trabalha na época de Brasil-colônia, Brasil analógico. Nós temos que trabalhar com o Brasil em que o jovem não quer ficar engessado dentro da CLT. Ele quer ofertar aos empresários X horas por semana, de acordo com a sua agenda e de acordo com o interesse do empresário.”
Segundo ele, esse modelo representaria uma forma de adequar o mercado de trabalho às novas demandas da juventude e da economia. “É isso que é o livre mercado. É isso que é a maneira de você fazer o país evoluir e não criar um país onde você joga brasileiros contra brasileiros, regiões contra regiões.”













