Como reflexo da instabilidade geológica na Venezuela, um novo tremor de terra de magnitude 4,9 foi sentido na capital nesta sexta-feira (26). Embora significativamente mais fraco que os abalos iniciais, o novo sismo gera forte preocupação entre as autoridades e equipes de emergência, uma vez que as réplicas podem comprometer as estruturas de centenas de edifícios que já se encontram severamente fragilizadas.
De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, o número oficial de mortos subiu drasticamente, atingindo a marca de 920 vítimas fatais, além de pelo menos 3.360 feridos.
Diante do colapso de infraestruturas críticas e da urgência na busca por sobreviventes, uma ampla força-tarefa internacional começou a desembarcar no país nesta sexta-feira. O Parlamento venezuelano informou que quase novecentos socorristas estrangeiros já se integraram aos trabalhos de busca e salvamento nos escombros. Equipes especializadas oriundas da Suíça, Alemanha, Espanha, Chile e México chegaram à capital para reforçar as operações, enquanto os Estados Unidos enviaram aeronaves, helicópteros e dois navios da Marinha equipados para dar suporte logístico e médico à população afetada.
As buscas correm contra o tempo concentrando-se principalmente nas regiões mais castigadas, como a zona costeira de La Guaira, considerada o epicentro dos danos e colocada sob regime de militarização pelo governo local para garantir a segurança e a organização do fluxo de ajuda. Entre as vítimas identificadas na tragédia, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a morte de dois cidadãos brasileiros, incluindo uma mulher de 44 anos natural do Distrito Federal que residia em La Guaira havia cerca de dois meses. Operações de resgate permanecem ativas ininterruptamente na tentativa de localizar sobreviventes em meio às centenas de estruturas completamente destruídas.













