Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife chega à segunda edição nos Cinemas da Fundação e São Luiz

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Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife chega à segunda edição nos Cinemas da Fundação e São Luiz


Programação gratuita de 27 a 30 de agosto terá mostras competitivas, panoramas da produção cinematográfica, oficinas, seminários e shows


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O Cinema São Luiz e a Sala Derby do Cinema da Fundação vão ser ocupados por um festival que reúne audiovisual, experimentação e formação. Da produção contemporânea à clássica, o Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife chega à segunda edição com quatro dias de homenagens e celebração ao cinema.

A programação é gratuita e será realizada desta quinta-feira (27) até o domingo (30), com mostras competitivas, panoramas da produção cinematográfica local, nacional e global, oficinas, seminários e shows.

Serão exibidos 60 filmes, entre curtas e longas-metragens, passando por títulos como “Cerimônia” (2026), que dá início ao festival no Cinema da Fundação e apresenta as diferentes jornadas entre facetas criativas e experimentais da produção pernambucana. O filme é dirigido por Fábio Ramalho, André Antônio e Chico Lacerda, do coletivo Surto & Deslumbramento.

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A noite de abertura do Noturno também conta com a exibição de dois filmes restaurados: o psicodélico “Chá”, de Paulo Caldas, e o clássico do ciclo Super-8 “Inventário de Um Feudalismo Cultural Nordestino ou Fricção histórico existencial”, de Jomard Muniz de Britto.

Até o domingo, a agenda faz das salas de cinema um encontro entre produtores do audiovisual e público, descobertas e redescobertas. Dentre as atividades, está o seminário Imaginações Noturnas, que terá como tema “Ruído Infinito: Programando Imagens Pretas”, conduzido pela historiadora, curadora e crítica Lorenna Rocha. O encontro busca debater e refletir sobre o cinema negro a partir de leituras históricas.

O seminário recebe, ainda, o filósofo, professor e tradutor Victor Galdino com o tema “Filmar e desfilmar raça: os destinos do arquivo” e terá sessões especiais, com exibição de filmes como “Pérola Negra” (1979) e “Dois Nilos” (2024).


Divulgação

Festival vai exibir “A Mulher de Todos”, representando o cinema marginal brasileiro dos anos 1960 e em versão restaurada 4K – Divulgação

“Nessa segunda edição, buscamos expandir o conceito do festival também para o longa-metragem, construindo, a partir da programação, um diálogo entre as histórias do cinema pernambucano, brasileiro e mundial”, explica João Rêgo, diretor e programador do Noturno.

Dentre os clássicos exibidos, está “A Mulher de Todos”, representando o cinema marginal brasileiro dos anos 1960 e em versão restaurada 4K, e “Mulheres Diabólicas”. A produção contemporânea será representada por títulos como “Mid/Evil Times”, “Amante Difícil” e “Disciplina”.

Segundo João, o foco é “explorar o que acontece no interior do filme: seus modos de fazer, seus processos de experimentação e criação, assim como as diferentes formas colaborativas de produção” para que seja possível “embaralhar a produção pernambucana do passado e do presente a clássicos e novidades do cinema nacional e internacional, gerando novas possibilidades de leitura, aproximação e descobertas”.

Mostra competitiva


Divulgação

Programação reúne mostras competitivas, oficinas, seminários e shows – Divulgação

Os curtas-metragens serão exibidos em mostras competitivas durante o Noturno. Divididas em quatro sessões, as exibições partem de diferentes gêneros e territórios para explorar e se debruçar sobre as relações entre tempo e espaço.

A produção pernambucana ganha um novo espaço, com a exibição de curtas locais antes das sessões dos longas, trazendo um panorama da produção recifense desde os anos 1980. Fernando Spencer, Renata Pinheiro, Bisoro, Fábio Leal, Irma Brown e Ralph Antunes são alguns dos cineastas que terão títulos exibidos na programação.

Homenagens e sessões especiais

O II Noturno também presta uma homenagem a nomes cuja produção dialoga com a inovação e a experimentação. Uma delas é a pernambucana Adelina Pontual, que atua no setor desde os anos 1980 como diretora e roteirista e contribui para a cena contemporânea no estado. A cineasta terá uma sessão especial, com exibição dos curtas “El Monstruo”, “O Pedido”, “Cachaça” e “Samyradash, os artistas de rua”.

O cineasta carioca Paulo César Saraceni (1932-2012) também será homenageado durante o festival. Integrante do grupo fundador do Cinema Novo nos anos 1960, Paulo foi um dos responsáveis pela aproximação da produção brasileira com o neorrealismo italiano – a partir de uma roupagem nacional – e partia de microdrama íntimos para reverberar angústias da história do Brasil. Os títulos “Porto das Caixas” e “A Casa Assassinada” serão exibidos na sessão especial.

“Este ano os núcleos de formação, oficinas de crítica e aulas dentro da própria sala de cinema atravessam memória, arquivo, cinema e crítica, abrindo um espaço de conversa com quem já frequenta nossas sessões. O que buscamos é um princípio formativo, uma permanência do festival através das pessoas”, detalha Felipe Karnakis, diretor e programador do evento.

Idealizado pelos curadores Felipe André Silva, Felipe Karnakis e João Rêgo, o festival é inspirado na obra “Noturno em Re(cife) Maior”, de Jomard Muniz de Britto, e tem como foco a valorização do curta-metragem, da experimentação cinematográfica e da formação de público.

Serviço

II Noturno – Festival Internacional de Cinema do Recife
Datas: 27 a 30 de agosto
Local: Cinema da Fundação (Derby) e Cinema São Luiz
Programação gratuita
Site: www.noturnofestival.com






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