Canal interno do porto passa a ter 16,25 metros e bacia de evolução, 18,39 metros, após dragagem de R$ 247 milhões concluída em janeiro deste ano
JC
Publicado em 16/10/2026 às 15:31
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Os porta-contêineres de até 366 metros de comprimento que atracam em Suape vão poder aproveitar melhor sua capacidade de carga. A Marinha do Brasil homologou as novas profundidades do canal interno, da bacia de evolução e dos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs 3A e 3B) do porto pernambucano. As medidas já estão em vigor, conforme a Portaria nº 190/2026.
O canal interno passa a ter 16,25 metros de profundidade. Na bacia de evolução e nos PGLs 3A e 3B, a profundidade chega a 18,39 metros. Com isso, Suape ganha melhores condições para a operação de embarcações de grande porte.
Falta só uma etapa para que esse ganho seja aproveitado. A operação desses navios com maior aproveitamento de carga depende apenas da conclusão do estudo de manobrabilidade, previsto para ser feito ainda em 2026.
“Estamos transformando investimento em infraestrutura em capacidade efetiva de operação. A nova profundidade do canal interno permite que os navios operem em melhores condições de carga, aumenta a segurança e a eficiência e fortalece nossa capacidade de atrair novas linhas marítimas”, destaca o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.
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Navios maiores
Suape já recebe porta-contêineres de até 366 metros, como os da classe New Panamax. Com as novas profundidades e o estudo de manobrabilidade concluído, essas embarcações vão poder aproveitar melhor sua capacidade de carga, com menos restrições de calado, dentro dos parâmetros de segurança definidos pela Autoridade Marítima.
A mudança traz ganhos para o planejamento das escalas e para o desempenho das embarcações, além de beneficiar as operações com granéis líquidos.
“Ganhamos melhores condições de profundidade para ampliar o aproveitamento da capacidade de carga dos navios. Com a conclusão do estudo de manobrabilidade, poderemos avançar na utilização desse potencial, sempre observando os parâmetros de segurança da navegação. O aprofundamento da bacia de evolução e dos píeres também representa um avanço para as operações com granéis líquidos”, afirma o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino.
O ganho operacional também pode favorecer a atração de novas linhas de longo curso e de conexões diretas com mercados internacionais, o que aumenta a competitividade de Suape nas rotas do comércio exterior.
Obra concluída
As novas profundidades são resultado da dragagem do canal interno, da bacia de evolução e dos PGLs, concluída em janeiro. A obra custou R$ 247 milhões, sendo R$ 100 milhões do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Novo PAC, e R$ 147 milhões de recursos próprios de Suape. Foram retirados cerca de 4,18 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Depois da dragagem, a homologação passou por um processo técnico que incluiu levantamentos hidrográficos, análise das condições de navegabilidade e atualização dos parâmetros de segurança pela Autoridade Marítima.
“A dragagem exigiu controle rigoroso das etapas de execução, dos levantamentos hidrográficos e das condições operacionais do porto. O resultado foi a entrega do canal interno, da bacia de evolução e dos píeres nas profundidades previstas em projeto, criando a base técnica necessária para a homologação pela Autoridade Marítima”, ressalta a diretora de Infraestrutura de Suape, Renata Loyo.
Águas profundas
O canal externo de Suape já tem 20 metros de profundidade homologada pela Marinha, o que permite a navegação de embarcações de grande porte, como os petroleiros da classe Suezmax. Esse patamar foi alcançado com uma dragagem concluída em 2024, que recebeu investimento de R$ 140 milhões, e homologado em 2025.
Com os canais externo e interno aprofundados, Suape consolida sua posição como porto de águas profundas, um diferencial para ampliar a movimentação de cargas, fortalecer as operações de cabotagem e de longo curso e atrair novas oportunidades de negócios para Pernambuco.












