As projeções indicam que, apenas no Minha Casa, Minha Vida, a medida pode resultar em cerca de 30 mil unidades financiadas a menos por ano
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O Senado Federal aprovou a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a extinção da escala 6×1. Diante da medida, entidades do setor imobiliário e da construção civil manifestaram forte preocupação com os impactos econômicos e operacionais das novas regras. A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) destacou que o fim da escala 6×1 provocará uma pressão inflacionária direta sobre os custos de produção, resultando em uma alta estimada ao redor de 5% no valor final dos imóveis.
O presidente da entidade, Luiz França, alertou que esse encarecimento drástico tem um potencial de exclusão severo, podendo retirar cerca de 2,5 milhões de famílias do mercado imobiliário, dificultando o acesso à casa própria para a população de média e baixa renda.
Na mesma linha, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) acompanhará a regulamentação das novas regras para tentar mitigar os reflexos negativos na execução de obras. O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, reconheceu a relevância social da mudança, mas ponderou a necessidade de uma transição responsável para preservar empregos e a atividade econômica.Aroeira ressalta que, a partir de 2027, o setor enfrentará um cenário de escassez de mão de obra.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
A redução da jornada exigirá a contratação de aproximadamente 288 mil trabalhadores adicionais para manter o ritmo atual, mas ainda assim elevando custos e comprometendo entregas em infraestrutura e em programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), segundo a CBIC.
As projeções indicam que, apenas no programa habitacional, a medida pode resultar em cerca de 30 mil unidades financiadas a menos por ano, deixando cerca de 83 mil pessoas sem acesso à moradia anualmente.
Em cinco anos, o impacto acumulado atingiria 150 mil unidades a menos e cerca de 415 mil cidadãos afetados.O encarecimento das obras também ameaça a expansão do saneamento básico — sobretudo nas regiões Norte e Nordeste — e a construção de equipamentos públicos essenciais, como hospitais, escolas, creches e redes de mobilidade urbana. Para as entidades, conquistas trabalhistas precisam vir acompanhadas de mecanismos de salvaguarda que preservem a capacidade de investimento do país e evitem penalizar a população mais vulnerável.
REALIDADE DA CONSTRUÇÃO EM PERNAMBUCO COM O FIM DA 6X1
Em participação no videocast JC Metro Quadrado, do Jornal do Commercio, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), Paulo wanderley, afirmou que não é contrário à flexibilização da jornada para ampliação do descanso dos trabalhadores, desde que a mudança ocorra por meio de um regime de transição gradual e adequado às especificidades do setor.
A construção civil pernambucana já não adota o regime 6×1 — modelo em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e folga apenas um. Atualmente, o setor no Estado opera predominantemente no modelo 5×2, mas com 44 horas semanais.













