Mobilidade travada: Recife estagna na expansão das Faixas Azuis para os ônibus

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Mobilidade travada: Recife estagna na expansão das Faixas Azuis para os ônibus


Sem expansão desde 2021, corredores de ônibus sofrem com falta de manutenção e fiscalização, apesar de reduzirem o tempo de viagem em até 100%



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As dificuldades do transporte público coletivo no Recife são muitas, sendo um dos principais problemas da mobilidade urbana da capital pernambucana. A ampliação das Faixas Azuis, que dão prioridade viária aos ônibus na disputa do trânsito da cidade, é o ponto principal. Representa um dos principais gargalos do Recife e poderia estimular a população a deixar o carro em casa e usar o transporte público.

No entanto, a capital pernambucana já está entrando no quinto ano sem anunciar novos corredores exclusivos, apesar do impacto positivo que esses equipamentos geram na operação dos ônibus. O projeto, que se tornou um símbolo de gestão focada no transporte sustentável e na prioridade do coletivo sobre o individual, parece ter parado no tempo.

Desde 2021 que não são criadas novas faixas exclusivas na capital, uma ausência associada à atual gestão municipal, que está no comando da cidade desde então. Atualmente, são 62 km implantados desde 2013 que, somados ao que já existia de prioridade viária aos ônibus, totalizam 71 km. E quem sofre com essa estagnação é o recifense que depende do ônibus para se deslocar, diariamente preso em retenções no trânsito.

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JAILTON JR./JC IMAGEM

O deslocamento diário na capital, aquele da ida e volta do trabalho, da faculdade, do dia a dia, tem sido muito difícil. E, por isso, a razão dessa série de reportagens – Mobilidade Travada – JAILTON JR./JC IMAGEM

“Só quem usa o transporte público sabe os efeitos positivos das faixas exclusivas. É muito bom, ganhamos tempo na viagem e sentimos que o ônibus tem valor. Mesmo sabendo que a maioria delas não tem fiscalização eletrônica e o respeito depende mesmo da educação e consciência dos condutores. Uma pena que a cidade não tenha mais faixas”, defende o estudante universitário Mário de Andrade, 24 anos, que pelo menos três vezes por semana se desloca de ônibus e usufrui das Faixas Azuis.

GANHOS DE VELOCIDADE E AGILIDADE PARA OS PASSAGEIROS

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Ônibus seguem perdendo tempo de viagem e conforto para os passageiros presos nos congestionamentos nos corredores de transporte e vias do Recife – JAILTON JR./JC IMAGEM

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Omissão na gestão e falta de fiscalização travam o transporte público no Recife – JAILTON JR./JC IMAGEM

JAILTON JR./JC IMAGEM

Omissão na gestão e falta de fiscalização travam o transporte público no Recife – JAILTON JR./JC IMAGEM

Os benefícios das Faixas Azuis para quem utiliza o transporte público são expressivos. O modelo, inspirado no Sistema BRS (Bus Rapid Service) do Rio de Janeiro, promoveu ganhos de velocidade superiores a 100% em alguns dos 11 corredores implantados desde 2013. Na Avenida Domingos Ferreira, uma das principais avenidas da Zona Sul da capital, por exemplo, o aumento na velocidade dos coletivos chegou a 118% antes da pandemia.

Mesmo em trechos menores, os resultados são positivos: faixas na Rua Cosme Viana (a primeira Faixa Azul da capital) e na Real da Torre registraram melhorias de 20% a 30% na agilidade das viagens. Na Avenida Agamenon Magalhães, onde circulam 600 coletivos transportando 250 mil passageiros diariamente, a velocidade média aumentou em até 53,7% em determinados trechos após a implantação.

O DESAFIO DA MANUTENÇÃO E A FALTA DE FISCALIZAÇÃO


Arte

Aret produzida por IA com dados apurados pela reportagem – Arte

Apesar do sucesso inicial que levou cidades como Jaboatão dos Guararapes e Olinda a adotarem o modelo, o Recife enfrenta um cenário de abandono dos equipamentos existentes. A sinalização horizontal está velha e apagada em diversos pontos.

A situação é agravada pela desativação da fiscalização eletrônica em toda a cidade desde o fim de 2023. Das 11 Faixas Azuis, apenas cinco possuíam câmeras, o que estimula o desrespeito por parte dos motoristas de veículos particulares. Dados do Detran-PE confirmam essa tendência: as invasões das Faixas Azuis foram a segunda infração mais comum registrada em 2025 no Recife, com 44.685 multas aplicadas, perdendo apenas para o excesso de velocidade, com 210.742 autuações.

A última atualização significativa na rede de faixas exclusivas para os ônibus aconteceu em 2021, com a finalização da Faixa Azul da Avenida Agamenon Magalhães e a implantação na Avenida Visconde de Jequitinhonha, na Zona Sul. Desde então, o sistema que prioriza o transporte coletivo aguarda novas ações para não apenas manter, mas ampliar a eficiência da mobilidade na capital.






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