A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, enviou um ofício com pedido de adoção de medidas após um caso de racismo, no sábado (24), durante uma manifestação no Rio de Janeiro em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.
No ofício, ao qual a Alma Preta teve acesso, o Ministério da Igualdade Racial e o governo federal pressionam as autoridades competentes a investigarem o caso.
O documento cita imagens gravadas pelo repórter Luis Adorno e divulgadas no portal UOL, nas quais um homem branco vestido de verde e amarelo, bandeiras do Brasil e com uma camiseta estampando o rosto do candidato do PL, aparece com um homem negro acorrentado e vestido de vermelho, estampando o nome do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O homem acorrentado também usava chifres e um tridente vermelho.
“As imagens publicadas pelo referido meio de comunicação não deixam espaços para dúvidas quanto à prática do fato tipificado como crime”, diz o comunicado.
No comunicado, a ministra exige que se “providencie as medidas cabíveis ao bom andamento da apuração criminal” para o ministro da Justiça e Segurança, Wellinton Silva, e o Procurador Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, Flávio Moura.
O pedido ressalta que a Constituição do Brasil descreve práticas de racismo como crime, com pena de prisão de três anos e o pagamento de multa.
Ao longo do sábado (24), Lula e Bolsonaro realizara atos de encerramento de campanha. O candidato petista esteve no Rio de Janeiro e em São Paulo, em caminhadas acompanhadas pela Alma Preta. Já o candidato do PL esteve em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, na manifestação na qual o ato de racismo com o homem negro acorrentado foi registrado.














