A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) surpreendeu ao tecer elogios públicos a uma medida adotada pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação feita em suas redes sociais, a ex-presidente do PL Mulher parabenizou a comunidade surda pelo lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, idealizada pelo Ministério da Educação (MEC).
A manifestação da ex-primeira-dama ocorre em meio a um momento de desgaste interno no clã político da oposição. Recentemente, Michelle se envolveu em desentendimentos públicos com seu enteado, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A crise familiar e partidária ganhou contornos de “declaração de guerra” nos bastidores, o que tornou a sinalização positiva de Michelle a um projeto do governo federal ainda mais inesperada.
Historicamente ligada à pauta da acessibilidade e da inclusão da comunidade surda — bandeira que defendeu ativamente durante o mandato de Jair Bolsonaro —, Michelle destacou os avanços técnicos da nova medida. Segundo ela, o fato de a educação bilíngue passar a ser tratada como uma modalidade separada da Educação Especial representa um ganho real de autonomia e protagonismo para os cidadãos surdos. A ex-primeira-dama classificou a iniciativa como um “sonho realizado” e reforçou que continua trabalhando em prol de um país com mais oportunidades para esse segmento.
O novo plano do Ministério da Educação chega para tentar corrigir graves gargalos históricos na estrutura de ensino do país. Dados do próprio MEC apontam que o cenário atual é de profunda escassez de recursos: apenas 12% das redes de ensino brasileiras dispõem de materiais pedagógicos adequados em Libras. Além disso, as avaliações no formato VídeoLibras alcançam meros 1,31% dos estudantes, e a carência de profissionais especializados é evidente, com somente 2.501 professores possuindo formação continuada na área em todo o território nacional.
A diretriz lançada pelo governo federal tem como objetivo central expandir de forma expressiva o acesso de estudantes surdos às escolas, assegurando não apenas a permanência deles em sala de aula, mas também a melhoria no aprendizado prático e na formação de novos educadores.












