Mais de 1,7 mil pessoas vivem em áreas de risco em Tamandaré, aponta mapeamento; veja locais

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Mais de 1,7 mil pessoas vivem em áreas de risco em Tamandaré, aponta mapeamento; veja locais


Em 2016, município do Litoral Sul de Pernambuco possuía duas áreas classificadas de risco alto, abrangendo 30 domicílios e 120 pessoas


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Cerca de 1,7 mil moradores de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, vivem em áreas sujeitas a inundações, enxurradas, deslizamentos e erosão.

O dado é do mapeamento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que identificou 18 setores de risco geológico no município, sendo 15 classificados como de risco alto e três como muito alto.

As áreas mapeadas concentram 429 domicílios e foram identificadas em levantamento concluído em maio deste ano.

O estudo atualiza o diagnóstico realizado há dez anos e amplia o conhecimento sobre as regiões mais vulneráveis da cidade, oferecendo subsídios para ações de prevenção e planejamento urbano.

O novo levantamento aponta um crescimento no número de áreas de risco identificadas. Em 2016, Tamandaré possuía apenas dois setores classificados como de risco alto, onde viviam cerca de 120 pessoas distribuídas em 30 domicílios. Agora, o município contabiliza 18 setores de risco mapeados.

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Segundo o SGB, o aumento não significa necessariamente um agravamento da situação, mas reflete o detalhamento mais preciso das análises, a expansão urbana em áreas vulneráveis e a incorporação de novos dados sobre ocorrências registradas nos últimos anos.

Áreas de maior risco


Divulgação/SGB

Áreas de risco estão associadas, principalmente, a processos de inundação, enxurrada, deslizamento e erosão – Divulgação/SGB

A análise aponta que os riscos identificados estão associados à ocupação de áreas que não têm planejamento adequado, especialmente encostas e margens de cursos d’água e lançamento inadequado de esgoto diretamente sobre o solo.

Veja as áreas classificadas como de risco muito alto:

  • Sítio Valmiré, na comunidade popularmente conhecida como Sovaco da Cobra;
  • Mirante, no bairro Oitizeiro.

Já os setores considerados de risco alto incluem:

Bairro Sauezinho

  • Engenho Sauezinho;
  • Rua da Coruja;
  • Rua da Adubeira;
  • Rua da Floresta.

Bairro Oitizeiro

  • Engenho Coqueiro;
  • Sítio Valmiré;
  • Loteamentos Mirante e Portal do Sol;
  • Pista Nova.

O estudo também identificou áreas com risco médio, entre elas:

  • Rua da Igreja de Canoinha, na divisa com Água Preta;
  • Engenho Cocal Grande;
  • Rodovia José Múcio Monteiro;
  • Rua Alto da Bela Vista, no bairro Oitizeiro;
  • Centro de Tamandaré.

Diagnóstico detalhado


Divulgação/SGB

Novo levantamento registrou aumento no número de áreas de risco identificadas em comparação ao estudo realizado há dez anos – Divulgação/SGB

De acordo com a pesquisadora em geociências Rafaelly de Lira, uma das autoras do estudo, a atualização permitiu ampliar significativamente a compreensão dos riscos existentes no município.

“A atualização permitiu um detalhamento maior dos setores já conhecidos, além da incorporação de novas informações obtidas em campo. O crescimento urbano em áreas vulneráveis e a inclusão do histórico de inundações do município contribuíram para ampliar o número de áreas mapeadas e tornar o diagnóstico mais representativo da realidade atual de Tamandaré”, afirmou no relatório.

Situação em Pernambuco

Tamandaré ocupa a 11ª posição entre os municípios pernambucanos com maior número de setores de risco mapeados pelo SGB. Os três primeiros colocados são Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Igarassu.

Em todo o estado, o órgão já identificou 944 setores de risco geológico, dos quais 288 são classificados como muito alto e 656 como alto. Nessas áreas vivem mais de 212 mil pessoas distribuídas em cerca de 103 mil domicílios.

Recomendações


Divulgação/SGB

Em Pernambuco, mais de 212 mil pessoas estão vivendo em áreas de risco – Divulgação/SGB

Segundo o SGB, os resultados do levantamento podem orientar ações da Defesa Civil e da gestão municipal voltadas à redução dos riscos e à proteção da população.

Entre as medidas recomendadas estão a implantação de sistemas de monitoramento e alerta, a manutenção periódica dos canais de drenagem, a ampliação da coleta de resíduos sólidos, investimentos em saneamento básico e o fortalecimento das políticas de uso e ocupação do solo.

O mapeamento integra o planejamento do SGB previsto no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo Federal e tem como objetivo auxiliar os municípios brasileiros na prevenção de desastres relacionados a eventos hidrometeorológicos e geológicos.

O levantamento já foi realizado em cidades como Caruaru, identificando mais de 1,4 mil pessoas vivendo em áreas de risco; e em Paulista, onde mais de 40 mil pessoas estão em risco.






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