Luchsinger foi ao ataque de Lula, que já chegou a chamá-la de “pilantra” e compará-la com Vorcaro. Disse ainda ter interesse em delação premiada
JC
Publicado em 17/10/2026 às 21:51
| Atualizado em 17/10/2026 às 22:29
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Com informações do Estadão Conteúdo
Em entrevista à CNN a oito dias do segundo turno, a lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por tráfico de influência e corrupção em conjunto com o filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, revelou a intenção de fazer uma delação premiada, e disse que não pouparia nenhum dos dois. De acordo com ela, Lulinha teria estado “inúmeras vezes” com ministros. A entrevista foi gravada neste sábado (17), em São Paulo, e veiculada à noite na programação da emissora.
A lobista foi ao ataque de Lula, que já chegou a chamá-la de “pilantra” e compará-la com Vorcaro em entrevistas. “(A Polícia Federal) vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, declarou.
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Roberta Luchsinger também é investigada por ser ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que é apontado apontado como artífice do esquema de fraudes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A lobista nega que tenha participado do esquema e disse que rompeu contrato do serviço com Antônio Camilo assim que soube o que estava acontecendo.
As investigações apontam que ela tentava emplacar os negócios de seus clientes se utilizando de acessos ao Palácio do Planalto, a Lulinha e ao ex-chefe de gabinete. Desde o início do terceiro mandato de Lula, Luchsinger fez mais de 40 visitas a órgãos do governo federal. O governo nega ter havido desdobramentos contratuais a partir de reuniões da lobista.
Luchsinger disse ainda que Lula mentiu ao falar que Lulinha nunca esteve com algumas das principais autoridades do governo federal. “O filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinha, seja para trocar outro tipo de diálogo. Eu sentava com ministros para discutir pautas relativas a políticas públicas”, declarou.
A lobista comentou ainda o fato de Lula ter dito que não a conhecia. Falou ainda ser “melhor amiga” do filho do presidente. “Ele esqueceu, talvez, acho o presidente pode estar esclerosado e não se lembra, isso é normal. Ele está com 80 anos pode estar com alguma senilidade e não lembra. Ele não lembrava nem do Bolsa Família. Ele nunca sabe de nada do entorno dele”, disparou.
Investigações
Luchsinger chamou o filho de Lula de “covarde como o pai”, devido ao silêncio dele após os ataques feitos pelo presidente. Sobre as investigações da Polícia Federal, Luchsinger questionou por que não houve operações de busca e apreensão contra Lulinha. “A Polícia tem que fazer o trabalho dela igual fez comigo. Por que não fizeram isso na casa do filho do presidente? Se ele é investigado, por que não foi feito?”.
Na entrevista, a lobista disse que Lulinha teve encontro com o ex-ministro da Educação Camilo Santana, tendo viajado para a casa dele no Ceará. Roberta mencionou ainda uma amizade entre Lulinha e Amauri Pinha, presidente da Empresa Construtora Brasil (ECB), do Grupo Mota-Engil, com quem o governo teria, segundo ela, firmado contratos em torno de R$ 2 bilhões. “Quantas vezes esse presidente dessa empresa entrou no Palácio do Planalto, entrou no Dnit (SIGLA DO Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), na Petrobras, nos órgãos?”, pontuou.











