K-cultura: Seo In-guk e Park Ji-hyun encontram romance na rotina cansativa de escritório em novo k-drama

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K-cultura: Seo In-guk e Park Ji-hyun encontram romance na rotina cansativa de escritório em novo k-drama


Mesmo de coração partido e exausta, Ji-yoon nunca se atrasa para o trabalho. Afinal, ainda que o funcionário leve um ghosting, fique doente ou até alguém morra, ele deve bater o ponto no dia seguinte, diz ela. No meio da rotina puxada, porém, a personagem encontra uma esperança ao conhecer um colega da empresa.

A trama é de “Te Vejo no Trabalho!”, novo k-drama do Prime Video. O romance de escritório, sub-gênero popular das séries sul-coreanas, surgiu de um webtoon (história em quadrinhos) de sucesso. Mesmo que retrate a vida corporativa de forma leve, a comédia romântica traz o reflexo de um cenário real da Coreia do Sul, onde emprego é fator social determinante.

No dia a dia da empresa de eletrônicos fictícia em Seul, os funcionários trabalham até ficar cansados e precisam lidar com chefes que gritam. A hierarquia deve ser respeitada, horas-extras são esperadas e uma falta ou folga é vista como fraqueza. Não há espaço para deixar o rendimento ser afetado por questões pessoais.

Às vezes, ficamos esgotados e entediados de repetir o que fazemos no trabalho, diz o protagonista Seo In-guk. “Pode parecer que não há nada de novo, mas acho que chega um momento na sua vida profissional em que você conquista algo que se propôs a conquistar ou é reconhecido pelo seu trabalho árduo, e isso te dá uma felicidade tão grande que sinto que vale a dedicação”, ele reflete.

O ator e cantor de 38 anos já é um galã de k-dramas reconhecido pelas fãs brasileiras dessas produções. Ele, inclusive, veio a São Paulo duas vezes para fanmeetings, em 2024 e em março deste ano. Em ambas as datas, esgotou todos os ingressos.

Para extravasar depois do expediente, a protagonista interpretada por Park Ji-hyun segue um ritual. Ela bate o ponto na hora certinha, desliga as notificações do celular e curte um “chimaek”, combo de frango frito (“chi”, de “chicken”) com cerveja (“maekju”, em coreano). Usando luvas para não lambuzar as mãos, ela come e bebe com gosto. É a única coisa que a motiva a continuar, desabafa a analista sênior.

Esse, na verdade, é um hábito super comum no cotidiano dos sul-coreanos. “Frango frito com cerveja é algo muito inseparável dos trabalhadores coreanos, especialmente funcionários de empresas”, afirma Park. Outra combinação favorita é samgyeopsal (barriga de porco grelhada) com soju.

“Frango frito para nós é como comida para a alma. É inseparável das nossas vidas diárias”, reforça Seo. Ele conta que, durante as filmagens, a dupla chegou a comer o quitute dentro do carro deles.

A atriz confessa que não costuma beber tanto. Uma das suas formas de relaxar ao terminar um dia de gravação é jogar videogame ou assistir a um drama em casa. Já o ator diz que curte beber ocasionalmente e, além de “chimaek”, pizza com uísque é outra pedida que gosta.

Esses momentos de prazer em meio à rotina cansativa são fundamentais para continuar seguindo em frente, afirmam os atores. “Além do trabalho, acho que o mais importante é garantir que você reserve um tempo para si para recarregar as energias”, diz Seo. “Esse tempo que você reserva para si também é o que te motiva a ser ainda melhor na sua carreira profissional.”

Park conta que eram os hobbies que cultivava e o tempo que tirava para ela que a mantinham firme quando não tinha algum projeto. “Quando você não está trabalhando, às vezes a ansiedade aparece e você começa a duvidar se está crescendo como pessoa. Sinto que sem esse tempo e os hobbies, eu não estaria onde estou hoje”, reflete.

A atriz de 31 anos está prestes a completar uma década de carreira na atuação. Ela é conhecida por k-dramas como “As Células de Yumi”, na qual interpreta uma personagem apaixonada pelo chefe, e filmes como “Gonjiam: Hospital Maldito” (2018), de Jung Bum-shik, que se tornou uma das maiores bilheterias de terror do país asiático.

Sua protagonista ensaia pedir demissão, mas aguenta para pagar os boletos. As coisas mudam quando ela conhece o gerente Si-woo, apelidado de “Sr. Três Não”: não sorri, não pede desculpas e não é gentil. Ele é viciado em trabalho e raramente socializa. Essa fachada esconde um coração partido, e ele também reluta em se abrir novamente a um romance.

Seo revive seu último papel, outro funcionário taciturno e workaholic, que amolece ao se apaixonar pela colega de empresa, em “Namorado Sob Demanda“. Na série lançada em março pela Netflix, a fuga da rotina corporativa é uma ferramenta de realidade virtual que oferece dates perfeitos, à lá “Black Mirror”.

A primeira impressão quando Ji-yoon e Si-woo se cruzam não é boa: eles discordam e discutem sobre uma tarefa. Mas o desentendimento dura pouco e eles logo desenvolvem uma queda pelo outro. Além disso, precisarão trabalhar na mesma equipe.

“Si-woo e Ji-yoon são personagens que estão em extremos opostos do espectro. No entanto, o que compartilham é que são apaixonados pelo trabalho. Sempre trabalham muito duro e dão o seu melhor”, diz Park sobre a dupla. Isso ajuda a explicar a química entre os dois e como “eles crescem para permear a vida um do outro”, completa.

Os personagens precisam um do outro, resume Seo. Os atores, que contracenam pela primeira vez, tentaram focar nessa dinâmica ao construir a relação do casal, diz ele.

Com pouco mais de uma hora, os 12 episódios são liberados no Prime Video em levas: um às segundas, outro às terças.


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