Candidato do PSB diz ter relação de confiança com presidente, destaca vínculo político e afirma que amizade, sozinha, não garante recursos
Ryann Albuquerque
Publicado em 17/08/2026 às 12:59
| Atualizado em 17/08/2026 às 14:13
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O candidato a governador João Campos (PSB) se colocou como, além de aliado político, um amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que essa proximidade pode ampliar as parcerias entre Pernambuco e o governo federal caso seja eleito. O socialista, porém, ressaltou que amizade não basta para garantir recursos e que é preciso apresentar bons projetos.
A declaração foi dada durante a sabatina do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, nesta segunda-feira (17), ao ser questionado sobre a boa relação da governadora Raquel Lyra (PSD) com Lula. Foi nesse contexto que João afirmou que existe uma diferença entre “conhecido” e “amigo”.
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“Isso é como você ter um conhecido ou você ter um amigo, é muito diferente. Você conhecer alguém, você ser amigo de alguém”, afirmou.
João disse que sua relação com Lula é de proximidade e confiança e destacou o vínculo político entre os dois. “Eu tenho uma relação próxima ao presidente Lula, de confiança, presido um partido que é decisivo na aliança nacional, e a gente tem um compromisso político”, afirmou.
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O candidato também citou o apoio do PSB ao presidente, com Geraldo Alckmin (PSB) na vice-presidência, e projetou a manutenção da aliança nos próximos ciclos eleitorais. “Em 2030 ele vai liderar o processo de sucessão e nós estaremos junto dele”, declarou.
Questionado se considera Lula seu amigo, João respondeu que sim. “Eu considero ele, sim, claro, um amigo”, afirmou.
Em seguida, fez um relato pessoal sobre a relação do presidente com sua família. Segundo o candidato, Lula costuma perguntar por sua mãe e citar pelo nome seus irmãos quando os dois se encontram. “Como figura humana, ele é uma pessoa muito diferenciada e que tem um coração gigante”, disse.
João cita Eduardo Campos para falar de relação com Brasília
Apesar de destacar a amizade com Lula, João fez questão de acrescentar que a proximidade pessoal não seria suficiente para garantir recursos. Para sustentar o argumento, recorreu a uma história contada por seu pai, o ex-governador Eduardo Campos.
Segundo João, outros governadores do Nordeste questionavam a capacidade de Eduardo de conseguir recursos e projetos em Brasília. Ele citou como exemplo o então governador de Sergipe, Marcelo Déda, que era compadre de Lula. “Aí meu pai dizia: além de ser amigo dele, eu sei fazer o dever de casa”, relatou.
João afirmou que Eduardo chegava ao governo federal com projetos estruturados e licenças necessárias para tirá-los do papel. “O presidente dizia: rapaz, mas você chega resolvendo. É isso que a gente vai fazer”, contou.
O candidato foi então questionado se a amizade com Lula significaria mais facilidade para a liberação de recursos. João rejeitou essa interpretação. “Eu não estou dizendo isso. Não coloque palavras na minha boca”, respondeu.
Na sequência, voltou a defender que a capacidade de apresentar projetos e disputar recursos é determinante. Como exemplo, citou investimentos em recursos hídricos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo João, Pernambuco apresentou R$ 400 milhões em projetos, enquanto a Bahia inscreveu R$ 2 bilhões. “É como um amigo que você gosta, mas ele não sabe ser ajudado”, afirmou.
João diz que Lula virá a Pernambuco antes da eleição
João também afirmou que Lula estará em Pernambuco antes de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições. Segundo o candidato, o presidente confirmou que pretende participar da campanha no Estado. “Ele sempre disse que viria. Estive com ele nessa semana agora, ele muito animado, gravando vídeo, pedindo voto”, afirmou.
João disse que Lula deverá participar de atos ao seu lado e dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). “Se preparem, porque Pernambuco vai decolar, e a gente vai fazer isso nessa dobradinha de João e Lula, Lula e João”, declarou.














