Incêndio em prédio da UFPE destrói pesquisa de mestrandos e doutorandos

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Incêndio em prédio da UFPE destrói pesquisa de mestrandos e doutorandos


Professores e estudantes lamentam as perdas de equipamentos, amostras e base de dados abrigados nos laboratórios de fármacos, informática e genética

Por

Cristiane Ribeiro


Publicado em 08/10/2026 às 8:08
| Atualizado em 08/10/2026 às 10:54


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O incêndio que atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), destruiu amostras de pesquisas de mestrado e doutorado. O prédio abrigava, atualmente, laboratórios nas áreas de fármacos, informática e de genética.

Entre os projetos estavam estudos nas áreas de câncer, obesidade, Covid-19, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Haviam pesquisas que estavam em curso há 20 anos.

Equipes do Sistema Jornal do Commercio acompanham a chegada de pesquisadores na manhã desta quinta-feira (8) na universidade, que fica na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife. Os relatos ouvidos são carregados de tristeza e frustação com as perdas.

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Sidney Lucena/JC Imagem

Incêndio destrói antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) – Sidney Lucena/JC Imagem

Sidney Lucena/JC Imagem

Incêndio destrói antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) – Sidney Lucena/JC Imagem

Sidney Lucena/JC Imagem

Incêndio destrói antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) – Sidney Lucena/JC Imagem

Sidney Lucena/JC Imagem

Incêndio destrói antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) – Sidney Lucena/JC Imagem

Reprodução/TV Jornal

Prédio da UFPE ficou destruído pelas chamas – Reprodução/TV Jornal

Coordenadora lamenta perdas

A coordenadora do curso de licenciatura em Educação Física, Melissa Celestino, explica que o laboratório de Biomecânica, onde ela atua, foi construído no prédio do DINE há cerca de dois anos. Nele, eram feitas pesquisas sobre performance humana, comportamento motor e deslocamento, utilizando equipamentos específicos, como câmeras de análise tridimensional para mensurar impactos físicos.

“Tudo voltado à performance humana, saúde e esporte”. Durante a entrevista, a professora chora, emocionada, mas demonstra esperança. “Mas vai dar tudo certo e a gente vai se reerguer. É difícil, mas é sempre difícil quando se trata de educação“.

Felizmente, ninguém ficou ferido com o incidente. Em entrevista coletiva realizada durante a manhã, o reitor Alfredo Gomes estima que os prejuízos financeiros causados chegam na casa dos R$ 100 milhões.

Incêndio deixa prejuízo milionário na UFPE; Reitor pede investigação da PF

Na mesma entrevista, menciona que pelo menos 80 dissertações e teses de doutorado estavam abrigadas no edifício. “É uma perda irreparável, porque dados de 20 anos de pesquisa eram também guardados nos espaços”.

O gestor também comentou acerca de outros dois incêndios que ocorreram no campus em um período de uma semana, um no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), em 30 de setembro, e outro no Centro de Biociências (CB), em 4 de outubro. “Perdemos o laboratório de física e estamos fazendo o levantamento do prejuízo. Perdemos também um freezer no laboratório do Centro do Biociências”.


Doutorados e mestrados afetados

Larissa Nascimento, doutoranda em Genética Molecular de Plantas, conta que ficou sabendo do incêndio por meio de colegas e logo viu as imagens nas redes sociais. Ela tenta mensurar os danos causados pelo fogo, que além das amostras, destruiu equipamentos e diversas bases de dados também.

A esperança de Larissa é que algo possa ser salvo do seu laboratório, uma vez que ele fica no térreo e a parte que foi totalmente consumida pelas chamas é no segundo andar. “É muito triste mesmo. Ainda não sabemos a dimensão da perda, mas vai fazer muita falta. Podemos perder grande parte do nosso trabalho”.

Já a mestranda em Biotecnologia Bianca Souza, que iniciou recentemente a pesquisa, lamenta pelos colegas. “Não é só o laboratório que eu faço parte. Haviam pesquisas de 20 anos, é muito triste ver que isso ‘tá’ acontecendo. É uma perda inestimável“.

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