Segundo a polícia, colombianos e venezuelanos ofereciam empréstimos com pagamentos diários e juros elevados. Ameaças também eram feitas por telefone
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A Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso, formado por estrangeiros, especializado em agiotagem e extorsão. As vítimas são comerciantes que atuam no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife.
A investigação começou em maio deste ano, após a delegacia do município receber denúncias relatando a atuação de colombianos e venezuelanos que ofereciam empréstimos com pagamentos diários e juros elevados.
As vítimas tinham dificuldade para quitar as dívidas em razão dos juros abusivos. Mesmo quando realizavam pagamentos em dinheiro ou por meio de Pix para contas de familiares ou terceiros, os cobradores alegavam que não havia comprovação e davam continuidade às cobranças.
A pressão sobre os comerciantes incluía visitas diárias aos estabelecimentos. O grupo utilizava motocicletas, capacetes e balaclavas e, segundo os relatos, intimidavam e humilhavam as vítimas. Quando o valor exigido não era pago, chegavam a consumir ou retirar produtos dos estabelecimentos.
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As ameaças também eram feitas por meio de ligações e mensagens. As vítimas recebiam fotos de seus estabelecimentos, residências e familiares, em uma tentativa de demonstrar que estavam sendo monitoradas.
“Eles se utilizavam de artifícios muito violentos do ponto de vista da coação e da ameaça, mandando mensagens com fantasias de palhaços, armas de fogo e outros textos ameaçadores”, declarou o delegado Altemar Mamede, em coletiva de imprensa.
Os investigadores conseguiram identificar pontos de atuação e a dinâmica utilizada pelo grupo, o que possibilitou a realização das primeiras prisões.
Até o momento, 14 pessoas foram presas. Também foram apreendidas nove motos, milhares de cartões utilizados para divulgação de empréstimos, dinheiro, celulares e mais de dez capacetes, entre outros materiais.
Conforme a apuração, havia pessoas responsáveis por financiar os empréstimos e coordenar a atividade, enquanto outras atuariam como supervisores de área, panfleteiros ou captadores e cobradores.
“Foi identificada uma estrutura muito bem elaborada. Existe o financiador, que seria o responsável por repassar o dinheiro aos supervisores. Esses supervisores coordenam os panfleteiros e captadores e, posteriormente, os cobradores, que passam a agir de forma ameaçadora quando as vítimas não conseguem pagar os valores exigidos”, detalhou o delegado.













