Gaby Amarantos leva frenesi do brega nortista à Virada apesar de queda de energia

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Gaby Amarantos leva frenesi do brega nortista à Virada apesar de queda de energia


A cantora paraense Gaby Amarantos incendiou a madrugada da Virada Cultural de São Paulo neste domingo (24). Escalada para o palco São João às 2h, ela subiu com 14 minutos de atraso —insuficientes para esfriar o público, que aguardava o frenesi típico das festas brega do Norte do país.

Guiado pela narrativa do álbum “Rock Doido”, vencedor do Grammy Latino, o show foi dividido em atos que acompanhavam a cantora em uma noite de excessos após uma desilusão amorosa. Enquanto Gaby conduzia a história no palco, quatro artistas balançavam suspensos em cabos de aço ao lado da estrutura.

Logo em “Essa Noite Eu Vou pro Rock”, a cantora mergulhou no clima das aparelhagens nortistas. Sem economizar energia, rodopiou, se jogou nos braços dos bailarinos e chegou a ficar de cabeça para baixo durante a performance. Em “Dá-lhe Sal”, deu o tom do espetáculo de uma hora e meia: “Joga a mãozinha pra cima e bora endoidar”, convocou.

A versatilidade da artista de 47 anos apareceu também nas constantes trocas de figurino —sempre coloridos, brilhantes e exuberantes— e de penteados. Entre flores e beijos lançados à plateia, mostrou intimidade com o público que ocupava parte da avenida São João. Ao revisitar sucessos do início da carreira, como “Xirley” e “Ex Mai Love”, tema da novela “Cheias de Charme”, encontrou fãs que ainda sabiam cada verso de cor.

Nem tudo, porém, funcionou como planejado. Em dois momentos, o som do palco falhou por causa de uma queda de energia, segundo a cantora. Irritada, parte da plateia reagiu com gritos de protesto contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Enquanto a equipe técnica tentava resolver o problema, Gaby criticou a estrutura oferecida aos artistas brasileiros. “Para artistas internacionais colocam a melhor estrutura e para a gente não colocam uma que preste”, reclamou. “Quero pedir cuidado para fazer a estrutura ser digna e à altura da nossa cultura, dos nossos artistas e dos fãs que vieram prestigiar.”

Depois do balde de água fria provocado pelas interrupções, a cantora retomou o controle da festa com Foguinho, principal hit da era “Rock Doido”. Com coreografia moldada para o universo das redes sociais, a música levou o público a erguer os braços e pular em coro. Alguns fãs ainda foram convidados ao palco para disputar quem dançava melhor.

Às vésperas de o disco completar um ano —lançado em agosto de 2025—, Gaby celebrou a repercussão do trabalho. “‘Rock Doido’ me colocou de novo no trono da música brasileira. Houve boatos de que minha carreira foi um golpe de sorte”, afirmou.

Vestida com saias bufantes inspiradas nas quadrilhas juninas paraenses, ela aproveitou o show para apresentar o recém-lançado projeto “Rock Junino”, definido pela cantora como “um sabor de ‘Rock Doido’ com músicas de São João”.

No ato final, “O Rock Doido Não Tem Fim”, o clima desacelerou com “Deixa”, faixa de encerramento do álbum. “Em toda festa de aparelhagem, o DJ toca uma música calma para todo mundo voltar para casa em paz”, explicou.

Antes de deixar o palco, Gaby agradeceu à Virada Cultural e reforçou sua relação com São Paulo, cidade que chamou de “segunda casa”. Também celebrou o espaço dado à produção artística amazônica nesta edição do evento, citando nomes como Joelma e a aparelhagem Carabao. “Viva a cultura da Amazônia”, declarou.



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